Eleições em Itália: Giorgia Meloni só vota às 22 horas

O presidente italiano, Sérgio Mattarella, votou na cidade siciliana de Palermo logo de manhã.

Se as previsões se confirmarem, o chefe do Estado dará posse ao primeiro governo liderado pela extrema-direita do pós Segunda Guerra Mundial.

O líder do Partido Democrático (PD), Enrico Letta, exerceu o direito de voto em Roma.

As últimas sondagens, realizadas duas semanas antes do voto, sugerem que o seu partido aliado à extrema-esquerda ecológica, tem escassas hipóteses de vencer a aliança da extrema-direita.

Mas Letta, que fez campanha pela justiça social, ambiente e direitos civis, está a depositar as suas esperanças na minoria substancial de eleitores que se decidem no último momento.

Com grande esperança de voltar ao governo, Matteo Salvini, líder da Liga, o partido italiano anti-imigração, votou em Milão.

A sua aliada, líder dos Irmãos de Itália (FdI) e provável vencedora do escrutínio, Giorgia Meloni, decidiu votar apenas às 22 horas, uma hora antes do encerramento das urnas.

Salvini, 49 anos, é creditado por ter transformado o seu partido, outrora regional, numa força nacional, graças à sua plataforma eurocética, "Os Italianos Primeiro".

Tem estado dentro e fora do governo desde as últimas eleições gerais de 2018, juntando-se ao populista Movimento Cinco Estrelas e, mais tarde, à coligação de unidade nacional do Primeiro-ministro Mario Draghi.

O líder do "Movimento Cinco Estrelas" e chefe do governo que enfrentou o primeiro combate à pandemia da Covid-19 em Itália, Giuseppe Conte, votou na capital, Roma.

Inicialmente apelidado de "Sr. Ninguém", Conte tornou-se para muitos italianos aterrorizados como um porto seguro quando a Itália se tornou o primeiro país europeu a enfrentar toda a força da pandemia do coronavírus, no início de 2020.

O voto foi tranquilo para todos os candidatos menos para o líder do partido Forza Itália, que ambiciona a presidência do Senado. Sílvio Berlusconi, de 85 anos, que votou com a noiva, em Milão, foi interpelado por uma militante Femen, que subiu à mesa de voto, para lhe dizer: "Berlusconi estás fora de prazo".