Eleições locais na Geórgia, um dia após a prisão do ex-presidente Saakashvili

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Eleições locais na Geórgia, um dia após a prisão do ex-presidente Saakashvili
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A Geórgia realizou eleições municipais no sábado (2), um dia após o ex-presidente Mikhail Saakashvili, um importante membro da oposição, ter sido preso ao retornar ao país, após oito anos no exílio.

As eleições são vistas como um teste para o partido Georgian Dream, o partido governante que está cada vez mais impopular.

Após o fechamento das escolas às 16h GMT (13h de Brasília) tanto a oposição quanto o partido no poder reivindicaram a vitória.

De acordo com uma pesquisa conduzida pelo instituto Ipsos para a rede de televisão Mtavari, simpatizante da oposição, os partidos opositores ganhariam 61,4% dos votos, enquanto a formação do governo teria 38,6%.

"Quero pedir a todos que vão votar para que nenhum voto seja perdido", tuitou Saakashvili neste sábado da prisão, com a fotografia de uma carta endereçada a seus apoiadores.

"Minha liberdade e, mais importante, a liberdade da Geórgia depende inteiramente de suas ações e de sua capacidade de lutar", acrescentou.

Reformador carismático, tanto exaltado quanto criticado, Mikhail Saakashvili, 53, fundador do Movimento Nacional Unido (MNU, o principal partido da oposição), foi presidente da Geórgia de 2004 a 2013.

Ao regressar, foi preso pelas autoridades georgianas por um caso de "abuso de poder" que considera político.

"A Geórgia precisa de uma transição pacífica para uma verdadeira democracia na qual os opositores políticos não sejam presos com base em acusações fabricadas ou forçados ao exílio", disse ele em uma mensagem enviada à AFP no sábado.

"Não procuro uma função política, estou simplesmente determinado a lutar até ao fim contra a oligarquia que mata a democracia georgiana", acrescentou, nestas palavras transmitidas por uma pessoa que pôde visitá-lo na prisão.

Na sexta-feira, em um vídeo divulgado antes de sua detenção, ele pediu a seus apoiadores que fossem às urnas neste sábado e que se concentrassem em uma grande avenida na capital, Tbilissi, no domingo.

Saakashvili havia anunciado na manhã de sexta-feira ter deixado a Ucrânia, onde vivia no exílio, para retornar ao seu país, de onde partiu em 2013.

O governo avisou que ele seria imediatamente preso caso voltasse, por ser procurado por "abuso de poder", caso que o ex-presidente considera politicamente motivado e pelo qual foi condenado em rebelião a seis anos de prisão, em 2018.

O primeiro-ministro Irkali Garibashvili anunciou sua prisão na noite de sexta-feira. Segundo a imprensa georgiana, Saakashvili está detido numa prisão em Rustavi, perto de Tbilissi.

A Geórgia está mergulhada em uma crise política desde o ano passado, quando os partidos da oposição denunciaram uma fraude massiva nas eleições legislativas em que o Georgian Dream venceu.

Georgian Dream, partido fundado por Bidzina Ivanishvili, o homem mais rico deste país, foi acusado por seus detratores de usar a justiça para perseguir opositores e jornalistas.

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