Eleições no Chile colocam em xeque sistema político desde redemocratização, diz cientista político

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Um segundo turno polarizado começa a tomar forma no Chile, após o candidato da extrema direita José Antonio Kast derrotar o representante da coalizão de esquerda, Gabriel Boric, no primeiro turno da eleição presidencial realizada no domingo (21), segundo mostram resultados provisórios. O professor de Relações Internacionais e cientista político da UERJ, Mauricio Santoro, comenta as particularidades do voto no Chile.

Dois candidatos do lado oposto do espectro político, José Antonio Kast, da extrema direita, e Gabriel Boric, da esquerda, se classificaram no domingo (21) no Chile para o segundo turno das eleições presidenciais, confirmando o declínio dos partidos tradicionais dois anos após a revolta social que levou a intensos protestos nas ruas.

Segundo resultados quase definitivos (95,58% das cédulas), José Antonio Kast, ex-deputado e advogado de 55 anos, obtém 27,95% dos votos, à frente de Gabriel Boric, ex-líder estudantil e deputado de 35 anos, que recebeu 25,71% dos votos.

“Encontraremos paz, ordem, progresso e liberdade”, declarou diante de centenas de apoiadores o líder do Partido Republicano (de extrema direita). Kast é admirador do presidente brasileiro Jair Bolsonaro e do norte-americano Donald Trump.

Para ouvir a entrevista na íntegra clique no podcast acima.


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