Eleições 2020: preocupado com Boulos e França, Covas comemora com cautela queda de Russomanno

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Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA via AP Images
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A queda significativa de Celso Russomanno (Republicanos) indicada pela pesquisa Datafolha publicada nesta quinta-feira (22) não deixou totalmente satisfeita a equipe de campanha de Bruno Covas (PSDB), que tenta a reeleição, e que agora lidera a corrida. A informação é da coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

Diante dos sete pontos percentuais perdidos por Russomanno, os tucanos celebraram, mas mostraram preocupação já pensando num provável adversário de segundo turno. Isso porque a equipe de Covas, de acordo com a coluna, prefere Russomanno aos adversários que correm por fora como Guilherme Boulos (PSOL) ou Márcio França (PSB).

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Russomanno, que é deputado e apresentador de televisão, é considerado menos preparado, ainda que tenha o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições. Isso porque o candidato não se sobressairia por suas propostas, além de possuir um histórico de escândalos.

Guilherme Boulos, que está empatado no limite da margem com Russomanno, surge como novidade e preocupa pelo potencial de unir grupos da esquerda.

Candidatos de Bolsonaro caem em SP e no RJ

As pesquisas do Datafolha divulgadas mostraram que os dois candidatos apoiados por Bolsonaro nas duas principais capitais do país tiveram queda nas intenções de voto, em comparação com o levantamento feito pelo instituto no início do mês.

Além da queda de Russomanno, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), que tenta a reeleição, oscilou apenas um ponto percentual para baixo, mas viu a deputada estadual Martha Rocha (PDT) empatar numericamente com ele.

A segunda pesquisa Datafolha sobre a eleição para a Prefeitura do Rio apontou que o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) mantém vantagem na liderança (ele atingiu 28%, queda de dois pontos percentuais em relação ao levantamento divulgado em 8 de outubro pelo instituto), enquanto a disputa pelo segundo lugar, entre Marcelo Crivella (Republicanos), Martha Rocha (PDT) e Benedita da Silva (PT), aparece mais apertada do que no primeiro levantamento.