Eleições 2022: PT e Solidariedade oficializam união por Lula

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PT e Solidariedade fizeram evento para oficializar união pela chapa Lula e Alckmin (Foto: Reprodução)
PT e Solidariedade fizeram evento para oficializar união pela chapa Lula e Alckmin (Foto: Reprodução)

Resumo da notícia

  • PT e Solidariedade oficializaram a união pelo ex-presidente Lula

  • Evento reuniu políticos de diversos partidos, como PCdoB, Rede, PSD, além de PT e Solidariedade

  • Lula, Alckmin, Gleisi Hoffmann e Paulinho da Força falaram no evento e exaltaram união entre os partidos

Nesta terça-feira (3), o PT e o Solidariedade oficializaram a aliança pela chapa entre o ex-presidente Lula (PT) e Geraldo Alckmin, vice na chapa do petista. O evento aconteceu na Casa do Trabalhador Metalúrgico, no Centro de São Paulo.

Lula foi o último a falar no evento. Antes que o petista começasse a discursar, os presentes cantaram o nome do pré-candidato do PT. O ex-presidente ressaltou a importância das eleições legislativas e, sem citar Arthur Lira, fez críticas ao presidente da Câmara. "Se a gente não eleger uma maioria de deputados que estão comprometidos com os discursos que temos aqui, se a gente não eleger uma maioria de senadores comprometidos com o discurso que está aqui, e a gente ganhar as eleições e o atual presidente da Câmara continuar com um poder imperial, porque ele já quer criar o semi-presidencialismo, ele já quer tirar o poder do presidente para dar à Câmara dos Deputados", disse Lula.

O petista prometeu também viajar pelo Brasil e, em todos os estados, mostrar ao povo uma lista com nomes de deputados, deputadas, senadores e senadoras para apresentar as opções que estão alinhadas ao PT. "Eu não penso que já ganhei as eleições, porque se tem alguém nesse país que tem experiência em eleição presidencial, sou eu. Já perdi muitas, já ganhei muitas. Mas posso te dizer: se prepare, porque nós vamos tomar posse da Presidência da República em 1º de janeiro de 2023."

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, classificou a união como "um movimento a favor do Brasil e do povo Brasileiro" e agradeceu ao presidente do Solidariedade, Paulinho da Força. "Essa unidade que estamos construindo é muito importante para o nosso país. Não podemos deixar que este país continue desgastado pelo ódio, pela ignorância e pela ineficiência. Nesta casa hoje, estão aqueles que acreditam no povo e no Brasil."

Paulinho da Força, por sua vez, disse que a aliança entre Solidariedade e PT pode ser maior - e voltou a criticar as vaias de militantes da CUT contra ele. Sobre a reforma trabalhista, o deputado federal se comprometeu a mudar o texto até abril de 2023, caso Lula vença a eleição. "Fica tranquilo, pode dizer às pessoas que nós vamos tratar disso dentro do Congresso Nacional", afirmou.

"Estou falando isso porque acho que a gente tem de tratar do Brasil. O Marcelo (Ramos) falou muito bem, nunca teve tanta gente morando na rua, tanta gente desempregada, a inflação voltou. Esse Bolsonaro destruiu o Brasil. Então, nós precisamos juntar forças para fazer um novo Brasil. Por isso, Lula, a nossa confiança de que você vai reconstruir o Brasil. Reconstruir não só com os partidos, é possível a gente buscar lideranças em cada um dos estados. Você precisa ser a pessoa que una aqueles que querem um Brasil diferente, que querem tirar o Bolsonaro", disse Paulinho da Força.

O presidente do Solidariedade, no entanto, alertou que a eleição presidencial não está ganha. Paulinho da Força afirmou ainda que a direita mundial estará ao lado de Bolsonaro, apoiando a reeleição.

Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o encontro com o Solidariedade é o "prenúncio da vitória" da chapa. "O Brasil precisa mudar. Polícia é esperança e esperança hoje no Brasil é o presidente Lula", disse o vice na chapa do petista.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) esteve no evento na capital paulista. O partido está alinhado com a campanha de Lula e faz parte da federação formada com PT e Rede. Além dele, Randolfe Rodrigues esteve na Casa do Trabalhador – ele é um dos coordenadores da campanha do petista. O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM) também participou do ato.

"Nós temos uma escolha simples agora em outubro, entre a gente avançar nas conquistas ou retroceder para o mal do país. Por isso não tem uma terceira opção na eleição", declarou Omar Aziz. O PSD, presidido por Gilberto Kassab, não oficializou o apoio a Lula até o momento.Tanto Aziz quanto Randolfe Rodrigues fizeram um paralelo entre a eleição presidencial de 2022 e as Diretas Já, quando brasileiros foram às ruas para pedir a redemocratização do país.

"O Brasil poderá avançar. Nós podemos melhorar a vida do brasileiro. Basta acertar em outubro em escolher a pessoa certa. (...) Lula presidente de novo, se Deus quiser. Porque eu vi de perto, um homem sem sensibilidade nenhuma, um homem que fala em Deus, mas não pratica o que Deus nos ensinou. Bolsonaro, aprenda só uma coisa na Bíblia: ame o próximo como a si mesmo, que você será um homem melhor", finalizou Aziz. Também do PSD, Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara dos Deputados, compareceu ao evento e elogiou Lula.

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