Eleições 2022: WhatsApp e TSE terão ferramenta para denunciar disparos de mensagens em massa

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Eleições 2022: WhatsApp e TSE terão ferramenta para denunciar disparos de mensagens em massa
Eleições 2022: WhatsApp e TSE terão ferramenta para denunciar disparos de mensagens em massa (Photo by Artur Widak/NurPhoto via Getty Images)
  • Eleições 2022: WhatsApp e TSE terão ferramenta para denunciar disparos de mensagens em massa

  • No pleito de 2018, app foi usado para a distribuição em massa de fake news

  • Telegram pode ser banido no Brasil

O WhatsApp vai ter uma ferramenta criada juntamente com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para denunciar a distribuição em massa de notícias falsas nas eleições deste ano. A informação foi divulgada pelo diretor de Políticas Públicas da plataforma no país ao Estadão.

Deste modo, caso a pessoa receba mensagens que considere suspeitas, poderá preencher um formulário no site da Justiça Eleitoral e, se realmente for um disparo ilegal de campanha, o WhatsApp poderá excluir a conta.

Além de poderem ter a conta banida no aplicativo, caso os responsáveis tenham relação direta com alguma campanha, a candidatura poderá sofrer sanções, explica a reportagem do Estadão.

Nas eleições presidenciais de 2018, o WhatsApp foi usado para a distribuição em massa de fake news. Inclusive, por conta disso, denúncias foram feitas contra a chapa do presidente Jair Bolsonaro. O caso foi julgado e a maioria do tribunal absolveu o presidente e seu vice, Hamilton Mourão.

Telegram

Em contrapartida, em meio a esse movimento do TSE e do WhatsApp, o Telegram pode virar alvo de medidas judiciais, podendo até ser banido no Brasil, porque é uma ferramenta de fácil disseminação de informações falsas. Além disso, tem sido acusada de não ser uma aliada no combate às fake news.

O Telegram foi criado pelo programador russo Pavel Durov, que não mostrou interesse em conversar com o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, para evitar a disseminação de fake news e desinformações durante as eleições que vão acontecer este ano no país.

Mesmo assim, Barroso e ministros devem discutir internamente em breve como será a utilização da plataforma aqui Brasil.

Nesta quinta-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse para seus apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada, que é uma “covardia” o cerco do Ministério Público Federal (MPF) ao Telegram.

“A gente está vendo aqui a covardia que estão querendo fazer com o Brasil, né? Covardia, né?”, disse Bolsonaro.

Depois, uma apoiadora questionou o mandatário se estão querendo acabar com a comunicação entre os bolsonaristas. O presidente falou que não iria responder e que “estão tratando disso aí”.

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