Eleitores recebem e-mails com ameaças nos EUA: "vote em Trump ou vamos atrás de você"

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Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
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Às vésperas das eleições presidenciais norte-americanas, autoridades da Flórida abriram uma investigação para apurar uma série de e-mails enviados a eleitores registrados como democratas. As ameaças teriam partido de um grupo extremista chamado “Proud Boys” que “exigem” voto no presidente Donald Trump. As informações são da agência France-Presse.

De acordo com a imprensa local, as mensagens contém a seguinte ameaça: "Temos todas as suas informações. Você está registrado como democrata (...) Vai votar em Trump no dia das eleições ou vamos atrás de você".

Ainda há um reforço no fim da mensagem, colocando em cheque os protocolos de segurança em torno do pleito democrático do país.

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"Saberemos em qual candidato você votou. Eu, no seu lugar, levaria isto muito a sério", diz o final da mensagem, de acordo com veículos da imprensa local.

De acordo com a France-Presse, a polícia de Alachua, no norte da Flória, disse ter conhecimento das ameaças via e-mail e garante estar investigando juntamente com outras autoridades eleitorais do Estado. O FBI, polícia federal norte-americana, também estaria atuando no caso.

"Este e-mail parece ser uma fraude e vamos iniciar uma investigação sobre sua origem com a assistência de nossos parceiros em nível federal", escreveu a polícia no Facebook.

O jornal local Miami Herald trouxe o relato de estudantes da Universidade da Flórida que receberam as mensagens, enviadas pelo remetente info@officialproudboys.com.

Os “Proud Boys", grupo de ódio extremista de ultradireita, ganhou notoriedade mundial depois que Donald Trump, no único debate que realizou frente a Biden, se negou a condená-los. O atual presidente, que tentará a reeleição no próximo dia 3, pediu para que o grupo recuasse e esperasse, sem deixar claro sobre a que se referia.

Ao jornal The Washington Post, Enrique Tarrio, líder do grupo extremista que também chefia o movimento “Flórida dos Latinos por Trump", negou que seu grupo esteja envolvido nas ameaças aos eleitores.

Segundo o Post, também foram reportadas mensagens de ameaça parecidas em outros três estados: Alasca, Arizona e Pensilvânia.