Eleições no Chile: 3º lugar esteve fora do país na campanha e deve R$ 1,3 mi em pensão

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Chilean independent Presidential candidate Franco Parisi holds his son Valentino as he waves at a polling station during the general election in Santiago on November 17, 2013. Polls opened at 10h00 GMT, with some 9 million Chileans registered to vote. AFP PHOTO/CLAUDIO CRUZ        (Photo credit should read Claudio CRUZ/AFP via Getty Images)
Em 2013, Franco Parisi já havia sido candidato à presidência, quando ainda vivia no Chile. Em 2021, ele não esteve no país e fez campanha online (Foto: Claudio CRUZ/AFP via Getty Images)
  • Franco Parisi ficou em terceiro lugar no primeiro turno da eleição chilena

  • Parisi não esteve no Chile durante a campanha. Suspeita é que Parisi poderia ser preso, por dívida milionário de anos sem pagar pensão alimentícia aos filhos

  • Candidato teve 12,8% dos votos, cerca de 900 mil

Os dois candidatos à presidência do Chile que estarão no segundo turno foram Jose Antonio Kast e Gabriel Boric, conforme o esperado. Mas, o terceiro colocado na corrida eleitoral gerou surpresa: Franco Parisi.

Com 12,8% dos votos válidos, cerca de 900 mil, Parisi não esteve no Chile durante a campanha, não participou dos debates com outros candidatos, tampouco foi ao país na votação, que aconteceu no último domingo (21). Toda a campanha foi feita de forma online, usando as redes sociais no Alabama, nos Estados Unidos, onde vive desde maio de 2020.

A suspeita é que Parisi poderia ser preso se entrasse no Chile, isto porque o agora ex-candidato tem uma dívida de 200 milhões de pesos chilenos (cerca de R$ 1,3 milhão), referente à pensão alimentícia dos dois filhos mais velhos. Segundo a rádio Biobio, há uma ordem da justiça que determina que, se Parisi entrasse no Chile, poderia ser detido, até que pagasse a dívida.

Nas redes sociais, Parisi negou que tenha qualquer tipo de dívida referente aos filhos mais velhos, que moram no país. O advogado dele, Mauricio Pavez Galaz, disse à CNN Chile que há, de fato, uma ordem de restrição contra Parisi, decretada em agosto de 2020. O ex-candidato, no entanto, não teria sido notificado, por morar nos Estados Unidos. O advogado classificou a ordem como sendo “ilegal”.

Em comunicado, Parisi afirmou que já teve uma vitória referente ao assunto na Suprema Corte chilena e quer ganhar de novo. Ao mesmo tempo, disse que nunca faltou nada aos filhos.

Essa não é a primeira vez em que Franco Parisi se candidata à presidência do Chile. Em 2013, ele também tentou chegar à presidência, mas teve cerca de 10% dos votos válidos.

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