Eleições são importantes, entenda de uma vez por todas

Votar nas eleições é o jeito de você ajudar no futuro do país (AP Photo/Matilde Campodonico)
Votar nas eleições é o jeito de você ajudar no futuro do país (AP Photo/Matilde Campodonico)

A política, e consequentemente as eleições, são vistas como coisas sujas no Brasil. Desde as jornadas de Junho de 2013 fomos expostos a um sem número de casos de desvio de dinheiro e mal uso do erário público. Logo depois a Operação Lava Jato expôs um país de joelhos diante de políticos que estavam mais preocupados em encher seus bolsos do que governar.

Bolsonaro em 2018 era visto apenas como ruidoso e foi eleito presidente nunca escondendo o que sempre foi. O máximo de marketing eleitoral que ele fez foi mostrar uma similaridade com uma população que estava cansada de políticos em seus carros de luxo e dinheiro em cuecas. Bolsonaro fazia lives comendo pão com leite condensado e foi o suficiente para acabar com a hegemonia PT e PSDB.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Não obstante, o esforço do ator político em construir uma imagem se dá para ser consolidado um “símbolo visível e tangível” que atraia a atenção do cidadão e para que a imagem seja usada como rótulo do produto ou marca políticos, de modo que não é exagerado falar em imagem da marca.

Bolsonaro foi eleito por um país cansado que sem alternativas viáveis, votou em quem ofereceu a melhor roupagem. Eleito, fez um governo que não soube, nem de longe entender a pandemia, institucionalizou a lacração e acirrou disputas que chegam em 2022 beirando a violência física.

Hoje, em pleno 2022, temos que ouvir de mulheres que “queriam direitos iguais? Tome direitos iguais” quando nos referimos a casos de assédio. Machismo tóxico virou a regra. Mas como mudar tudo isso? Através do voto. Não adianta você ficar confortavelmente sentado no sofá postando fotos sobre as 13 capas de livros vermelhas se na hora de votar você não exerce seu direito.

Todo poder emana do povo e a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal. Não há outro poder acima do poder do povo. Cada cidadão carrega consigo uma parcela do poder soberano, que, sozinha, não representa mais que um contra milhões, mas que, juntas, representam o mais elevado poder existente em nosso ordenamento jurídico: a soberania popular.

Eleições importam porque tudo é política. Alianças são feitas em busca do seu voto. E, nessa campanha, a polarização existente no primeiro turno ficou mais evidente ainda no segundo. Nunca dois personagens políticos tão fortes disputaram a presidência da República. Lula conseguiu um apoio ainda tímido de Simone Tebet. Digo tímido porque a candidata até agora ofereceu um apoio formal e não entrou efetivamente na campanha.

Bolsonaro agregou para sua campanha nomes importantes como Rodrigo Garcia, que contrariou inclusive o minúsculo PSDB e Zema, o todo poderoso governador de Minas Gerais eleito em primeiro turno. Sergio Moro é um nome importante. Não menosprezem. Foi por muito tempo menosprezado pela mídia e por grande parte da população mas junto de outros eleitos, mostra que um sentimento lavajatista existe e vem forte. Claro que depende muito de sua atuação nos próximos anos mas se Moro usar do mínimo de inteligência recupera sua força diante de uma sociedade cansada de desvios e da moralização da corrupção.

Por que estou falando tudo isso? Porque a cegueira parcial de grande parte de setores importantes da sociedade faz com que análises irrisórias tornem-se protagonistas. Depois vemos a crueldade das urnas expondo nossos julgamentos baseados apenas em falácias. Eleições importam para nos livrar do abismo. Quando você olha muito tempo para o abismo ele olha de volta para você. Nessa eleição, fazer o melhor não é alternativa. É preciso fazer o necessário (Winston Churchill).