Eleita a nova procuradora-geral do Peru, que comandará investigação do presidente

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A Junta de Procuradores Supremos do Ministério Público elegeu nesta segunda-feira (20) Patricia Benavides como procuradora-geral do Peru, o que a coloca à frente da nova investigação contra o presidente Pedro Castillo por um caso de suposta corrupção.

"Em sessão extraordinária, a Junta de Procuradores Supremos do Ministério Público elegeu por unanimidade Patricia Benavides Vargas como a nova procuradora da Nação", anunciou a instituição pelo Twitter.

A nova procuradora-chefe ficará no cargo por três anos, substituindo Pablo Sánchez, que ocupou o posto de forma interina nos últimos dois meses.

Entre os principais casos com os quais Benavides terá que lidar está a investigação de Castillo, iniciada no final de maio. O caso marca um precedente na Justiça porque é a primeira vez que um presidente é submetido a uma investigação durante seu mandato.

O Ministério Público investiga o presidente de esquerda, no poder há 11 meses, por supostos crimes de tráfico de influência, organização criminosa e conluio agravado em um caso que envolve seu entorno político e familiar.

A legislação peruana impede que um presidente seja processado enquanto está no poder, mas não o avanço das investigações contra ele, afirma o MP. O mandato de Castillo, um ex-professor rural de 52 anos, termina em julho de 2026.

Castillo foi na última sexta-feira ao Ministério Público, em Lima, pela primeira vez, onde testemunhou por quatro horas na presença do então procurador-geral Pablo Sánchez.

"Nós demos todo o tempo e toda a predisposição para responder a todas as perguntas" da Procuradoria, disse o presidente na sexta-feira após a audiência. "Estamos dispostos a seguir respondendo, pois o Peru precisa que as coisas sejam esclarecidas”, acrescentou.

Trata-se da investigação sobre o consórcio "Puente Tarata III", que busca apurar se um ex-ministro dos Transportes, seis parlamentares, um ex-secretário-geral da Presidência e dois sobrinhos de Castillo faziam parte de uma suposta rede criminosa chefiada pelo presidente para conceder um contrato de obras públicas.

Quatro investigados estão foragidos após suas prisões preventivas serem decretadas. A polícia está oferecendo recompensas entre 4.000 e 13.300 dólares por suas capturas.

ljc/llu/ic

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