Eleitor de Ciro concorda mais com democracia e vê estabilidade na economia, diz Datafolha

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Os eleitores que pretendem votar em Ciro Gomes (PDT) para presidente são os que mais concordam com o regime democrático, mostra a última pesquisa Datafolha, realizada na semana passada.

Mais de 8 em cada 10 deles acham que essa é a melhor forma de governo, acima da média do eleitorado em geral. Cerca de metade teme uma nova ditadura, índice maior que entre apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) e menor que entre apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os adeptos do pedetista também são os que mais preveem estabilidade quando questionados sobre o futuro da economia do Brasil e de sua própria situação financeira. Ciro tem menor adesão entre quem recebe o Auxílio Brasil e outros benefícios do que os dois principais concorrentes.

Veja abaixo o que pensam as pessoas que têm o ex-ministro como primeira opção sobre esses dois temas (democracia e economia), incluídos na rodada mais recente do levantamento, contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e registrado sob o número BR-09404/2022.

Foram 5.744 entrevistados de 16 anos ou mais, incluindo 2.626 eleitores de Lula, 1.799 eleitores de Bolsonaro e 460 eleitores de Ciro. Nesse último grupo, a margem de erro total de dois pontos percentuais sobe para cinco. A amostra dos demais candidatos é muito pequena para a análise.

DEMOCRACIA x DITADURA

A pesquisa aponta que 82% dos eleitores de Ciro acham que "a democracia é sempre melhor que qualquer outra forma de governo", contra 75% do total, portanto acima das margens de erro. Outros 9% pensam que "tanto faz" e 5%, que "em certas circunstâncias é melhor uma ditadura".

Quanto à probabilidade de ocorrer uma nova ditadura no país, eles seguem o eleitorado em geral: 51% não veem nenhuma chance, 24% acreditam que há um pouco de chance e 20%, que há muita chance.

ECONOMIA

Mais de 40% dos apoiadores de Ciro acham que a situação econômica do país e a sua própria vão continuar iguais nos próximos meses, índice acima dos 28% e 31% do eleitorado em geral, respectivamente.

Outros 32% dos seus eleitores são otimistas e dizem acreditar que as coisas vão melhorar no Brasil, contra 48% do total. Já os pessimistas são 22%, ante os 18% gerais.

Menos de um quinto dos que pretendem eleger o ex-governador do Ceará recebem auxílios do governo atualmente, enquanto entre os adeptos de Lula esse índice chega a 31% e entre os de Bolsonaro, 24%.