Eleitor terá de entregar o celular ao mesário antes de votar

  • Em caso de descumprimento, a Polícia Militar poderá ser chamada ao local;

  • Para acessar a cabine e votar, o eleitor deverá deixá-lo com mesários antes de votar;

  • Outra medida discutida e aprovada foi a respeito do uso de detectores de metal nos locais de votação.

O Tribunal Superior Eleitoral aplicou mais regras para o próximo 2 de outubro, quando ocorrem as Eleições. Foi decidido que eleitores não poderão entrar nas cabines de votação com aparelhos celulares, mesmo que desligados. Para acessar a cabine, o eleitor deverá deixá-lo com mesários antes de votar. Em caso de descumprimento, a Polícia Militar poderá ser chamada ao local. As informações são do UOL.

Presidente do TSE, o ministro Alexandre de Moraes, trouxe o tema após reunião com policiais militares nesta quarta-feira (26). Dentre os argumentos, a possibilidade do eleitor ser coagido a gravar o voto, mostrar números incorretos na hora da votação e gravações sobre compra de voto são preocupações maiores.

Moraes relembrou episódios parecidos que ocorreram em 2018 e 2020, quando eleitores digitaram números inexistentes para acusar erro na urna e fraude eleitoral.

Diferente da flexibilização dada anteriormente, onde o eleitor podia carregar o aparelho no bolso, a regra busca previnir maiores crimes. "Nós percebemos isso que não é satisfatório, uma vez que o mesário não pode ingressar na cabine, que é indevassável, para ver se a pessoa ligou ou não o celular", declarou o ministro.

Outra medida discutida e aprovada foi a respeito do uso de detectores de metal nos locais de votação. O uso do equipamento será em situações pontuais, podendo ser solicitado por um juiz eleitoral.

A ministra Carmem Lúcia também se manifestou. "A cabine é indevassável. O voto é o cidadão com ele mesmo. Costumo dizer em sala de aula: é um momento ele com ele mesmo. Nem com Deus, nem com demônio, nem com ninguém. É o cidadão com ele mesmo. E isso é um direito de sua identidade política expressa naquele momento", disse a ministra.