Eleitores da periferia de Paris estão indecisos entre barrar extrema direita e boicotar segundo turno da eleição presidencial

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Eleitores do departamento de Seine-Saint-Denis, na periferia norte de Paris, estão decepcionados com os finalistas do segundo turno da presidencial francesa, no próximo domingo (24). Eles votaram em massa no candidato da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, terceiro colocado no primeiro turno, e agora hesitam entre votar em branco, se abster ou barrar a candidata da extrema direita, Marine Le Pen. Para muitos, o presidente Emmanuel Macron aumentou o sofrimento dos pobres no país.

Adriana Moysés, em Saint-Denis

Em Saint-Denis, maior município do departamento de mesmo nome ao norte da capital, Mélenchon, líder da sigla A França Insubmissa, triunfou com 61% dos votos, contra 16% obtidos por Macron e 8% por Le Pen. Esse sucesso nas urnas coroa anos de trabalho ao lado de uma parcela da população que se sente marginalizada e sofre com a redução da oferta de serviços públicos. Críticos dessa estratégia dizem que Mélenchon cresceu com um programa "clientelista" destinado aos muçulmanos. O esquerdista elege como prioridade as políticas sociais.

Um levantamento do instituto Ifop revelou que 69% dos eleitores franceses muçulmanos votaram no candidato da esquerda radical. Em Seine-Saint-Denis não foi diferente. O departamento, apontado como o mais pobre da França continental, tem a maior proporção de imigrantes e descendentes de ex-colônias francesas na África entre sua população, em relação a outras áreas do território.

Entre os dois turnos da eleição presidencial, a reportagem da RFI esteve na feira livre do centro de Saint-Denis e encontrou cidadãos que votaram em Mélenchon. Muitos permanecem indecisos sobre o que fazer no domingo.


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