Elenco do Flamengo fica em choque com a confusão em festa no Rio; veja a cena

Rafael Oliveira e Vitor Seta
Jogadores do Flamengo com semblantes apreensivos e perplexos com o caos em festa

Um domingo que seria apenas de festa e alegria para o Flamengo e sua torcida terminou em tiro, porrada e bomba durante a carreata na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro. Por volta das 16h, quando o desfile já durava mais de três horas, o trio elétrico entrou na Rua de Santana para dispersar os rubro-negros, quando se iniciaram os confrontos. Os jogadores ficaram em choque após verem tiros de balas de borracha, bombas, gás de pimenta, pedras e brigas que generalizaram como uma verdadeira guerra urbana em meio ao dia de festejo.

No registro feito pelo EXTRA, o capitão Everton Ribeiro e o vice de futebol, Marcos Braz, estão em cima do trio com expressões sérias, assim como alguns dos principais jogadores do time, como Filipe Luis, Diego, Bruno Henrique, Rafinha e Reinier. O atacante Orlando Berrío aparece bem assustado ao lado do zagueiro Rhodolfo, enquanto os jovens que subiram da base ao profissional, como o atacante Lucas Silva e o goleiro Gabriel Batista, também ficam apreensivos com a situação.

No tumulto generalizado, um grupo de populares, muitos com os rostos cobertos, começaram a arremessar pedras e outros objetos em direção a Polícia Militar. Os PMs, por sua vez, revidaram bombas de gás lacrimogêneo. Os incidentes ocorreram na altura do prédio Balança Mais não Cai, conhecido na região central. Houve correria entre o público.

Em meio ao tumulto, o ônibus do Flamengo desviou da Avenida Presidente Vargas e seguiu pela contramão da Rua de Santana, que já estava interditada. O trio entrou dentro do Batalhão da Polícia Militar, onde ônibus esperavam para levar os jogadores, a comissão técnica, a diretoria e os seguranças do clube para casa.