Elenco de série da Turma da Mônica, que estreia no Globoplay, comenta semelhanças com personagens e dilemas adolescentes

Sucesso dos gibis e, mais recentemente, nas telonas, a animada turminha do bairro do Limoeiro chega à TV crescida, vivendo dilemas adolescentes. “Turma da Mônica — A série” chega ao Globoplay nesta quinta-feira com oito episódios e uma história cheia de aventura e suspense.

— Estamos ansiosos porque é a Turma da Mônica mas é diferente, já que são adolescentes. Eles começam a lidar com problemas de autoestima. A gente pensa muito no que os outros vão achar da gente, e às vezes nós até mudamos para parecermos outras pessoas — reflete Gabriel Moreira, o Cascão.

Mônica (Giulia Benite), Cebolinha (Kevin Vechiatto), Magali (Laura Rauseo) e Cascão agora são um quinteto, com a companhia da amiga Milena (Emilly Nayara), personagem criada mais recentemente na obra de Mauricio de Sousa — os cinco atores também foram protagonistas nos filmes recentes da Turma da Mônica. Na série, eles são suspeitos de terem sabotado a festa de Carminha Frufru (Luiza Gattai), menina rica e mimada que acaba de se mudar para a vizinhança e funda o clube Frufru, em que só os mais descolados podem participar. A garota é vista como um modelo de perfeição. E, para entrar no seleto grupo dela, a turma de amigos pensa que tem que se modificar, levantando a discussão de temas como autoconhecimento e vulnerabilidade.

— A série fala sobre como encarar a adolescência sem se preocupar com padrões. É um assunto que o público vai se identificar bastante, porque os adolescentes de hoje se cobram muito, principalmente por causa da internet. Eles veem as celebridades sempre muito bonitas, perfeitas e querem ser assim. Na verdade, está tudo bem se a gente acordar um dia se sentindo menos bonita, outro dia mais. A gente não precisa ser perfeito — diz a intérprete de Mônica, que comenta: — A história da série aborda muitos mistérios. Mas a principal revelação, sobre quem jogou um balde de lama em Carminha em sua festa, é só no último episódio. Isso causa aquele suspense na gente, de querer saber o que está acontecendo. É uma série para a família toda!

Banho não é mais questão

Que o Cascão não gosta de tomar banho, a gente já sabe. Mas e Gabriel Moreira, que o interpreta na história?

— Antigamente, eu não curtia muito tomar banho, não (risos). Hoje eu me identifico mais com Cascão nessa parada de ser muito amigo do Cebolinha em qualquer circunstância. Vamos combinar que o Cebolinha não é muito legal, mas mesmo assim eles são muito parceiros! — afirma Gabriel.

Implicante como Cebolinha

Kevin Vechiatto revela que também se identifica com seu personagem:

— Sempre me via um pouco como o Cebolinha porque eu e meu primo atormentávamos uma prima e, no final, a gente apanhava, mas era legal (risos)! — diz ele , que completa: — Virar o Cebolinha é uma baita responsabilidade. Óbvio que não ia ter como ele ter cinco fios de cabelo, mas o resto ficou bem fiel.

Questões adolescentes

Aventureira como Milena na vida real, Emilly Nayara revela algumas questões que sua personagem vai enfrentar:

— A série mostra problemas comuns na adolescência. Milena tem uma questão de ter vergonha da própria família, de ficar com receio dos amigos e outras pessoas a zoarem — conta ela, que acrescenta: — Vai ter muita aventura, suspense. A gente espera que as pessoas amem porque foi muito legal de gravar.

Intérprete de Magali já ganhou presente inusitado de gerente de supermercado

Laura Rauseo se diverte ao citar semelhanças com Magali e histórias engraçadas que já viveu desde que começou a interpretá-la.

— Ela come muito e não engorda, e eu sou totalmente assim. Uma vez eu fui ao mercado, o gerente me reconheceu e me deu de presente uma melancia. É claro que eu gostei, né (risos)? É uma das minhas frutas preferidas! — ela conta, acrescentando que a série mostra outros lados da personagem: — Ela quer agradar a todo mundo e não consegue dizer não. Eu me identifico com isso também.

Entre Sansões e fragilidade

Na pele de Mônica, Giulia Benite conta que se enxerga na menina de vermelho:

— Sou muito forte, determinada, mas tenho momentos de fragilidade e inseguranças, assim como Mônica na série — reflete a atriz, que revela: — Já ganhei vários Sansões, mas não tenho outros bichinhos de pelúcia. Ele representa conforto para Mônica, então meu Sansão é minha família. Sem eles não estaria onde estou hoje.

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