'Eles atiraram achando que eram os marginais', diz pai de menina baleada em Queimados; um menino morreu

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RIO - Na porta do Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, onde foi acompanhar o estado de saúde da filha Ludmila, de 9 anos, Wilson de Oliveira disse que os policiais vieram por cima e atiraram em direção a uma lona, onde tinha tido um baile. Segundo ele é lá que os bandidos costumam se abrigar. A menina foi atingida na perna e passou por uma cirurgia. Outra grato, Gabriela, de 13 anos, também beleada, fou transferida para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde passou por uma cirurgia. Menos sorte teve o menino Lucas dos Santos Silva, de 6 anos. Atingido no tórax, ele morreu.

— Os policiais vieram por cima, e não tinha a visão de quem estava embaixo da tenda, e os marginais ficam sempre ali sempre embaixo da tenda. Eles atiraram achando que eram os marginais. Quando eles viram que atingiram as crianças, eles se preocuparam, se desesperaram, tentaram prestar socorro da maneira deles. Só que depois eles viram que tinham feito o erro deles, vieram até pedir desculpas, mas a gente não vai aceitar a desculpa deles — disse o pai de Ludmila, Wilson, em entrevista ao "RJ TV", da TV Globo, nesta sexta, acrescentando que após se certificarem do erro os policiais chegaram a pedir desculpas. — não vou aceitar a desculpa deles.

De acordo com um familiar, Ludmila foi atingida em uma artéria na perna e passou por uma cirurgia.

— Ela fez uma cirurgia ontem (quinta-feira) e hoje (sexta-feira) se encontra estabilizada, com acompahamento da minha esposa, esperando o que os médicos vão falar, o que a gente tem de fazer, quais os procedimentos — disse o pai à reportagem da TV.

Segundo testemunhas, Ludmila, Gabriela, e menino Kevin foram atingidos por balas perdidas quando ajudavam um vizinho com uma mudança. Kevin, que foi atingido no tórax, chegou a ser socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Queimados. Porém, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Moradores afirmam que policiais militares entraram na comunidade atirando. Houve protesto na quinta e na sexta-feira, com dois ônibus foram incendiados.

A Polícia Militar negou a versão dos moradores e afirmou que agentes do 24º Batalhão (Queimados) estavam em patrulhamento na Estrada do Riachão, um dos acessos à comunidade da Torre, no bairro Inconfidência, quando foram atacados por criminosos. A equipe relatou que desembarcou da viatura, buscou abrigo e não efetuou disparos.

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