Elizabeth II diz que família real britânica 'fará sua parte' contra o coronavírus

O Globo e agências internacionais

LONDRES — Em uma mensagem marcada por recomendações de saúde e uma mensagem de esperança, a rainha Elizabeth II afirmou que o mundo está entrando em um período incerto, com muitas preocupações, e que todos precisarão fazer a sua parte para que seja superado.

Contágio em massa: href="http://oglobo.globo.com/sociedade/582327-coronavirus-pode-contagiar-50-milhoes-de-pessoas-no-reino-unido-estima-governo-rv1-24307244" target="_blank">Coronavírus pode contagiar 50 milhões de pessoas no Reino Unido, estima governo

"Todos estão sendo orientados a mudar as rotinas e padrões de vida para o bem das comunidades onde vivemos, além de proteger os mais vulneráveis", afirmou, em mensagem divulgada por seu serviço de imprensa.

Nas últimas semanas, a monarca, de 93 anos, cancelou uma série de eventos oficiais e antecipou sua já planejada ida ao castelo de Windsor, deixando o Palácio de Buckingham uma semana antes do previsto, por precaução. Na mensagem, ela ressaltou os esforços que famílias e pessoas próximas terão que fazer para manter a sociedade unida.

"Muitos terão que achar novas formas para se manter em contato e ter a certeza de que aqueles que amamos estão seguros. Estou certa de que estamos à altura do desafio. Podem ter a certeza de que minha família e eu estamos prontos para fazer a nossa parte."

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A rainha lembrou ainda que o Reino Unido passou por momentos igualmente difíceis no passado, e defendeu a união.

"Em horas como essa, recordo que a história de nossa nação foi forjada por pessoas e comunidades que agiram em conjunto para trabalgar como uma só", dizia a mensagem. "Agora, mais do que qualquer momento no passado recente, temos uma parte vital para fazer como indivíduos, hoje e nos próximos dias, meses e semanas".

O Reino Unido possui 3.269 casos confirmados de coronavírus, com 144 mortes, sendo que a maior parte das notificações ocorreu na Inglaterra. Nesta quinta-feira, o premier Boris Johnson disse acreditar que poderia reverter a tendência da doença "em até 12 semanas", adotando medidas como testes em massa e controle de multidões. Ele não descartou implementar ações como a restrição a movimentações e mesmo colocar cidades inteiras em quarentena.