ELN nega plano de ataque a Bogotá, mas alerta sobre sua 'ação militar'

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O Exército de Libertação Nacional (ELN) é o último grupo rebelde ativo em operação na Colômbia

O Exército de Libertação Nacional (ELN), a última guerrilha reconhecida na Colômbia, negou que pretenda lançar um ataque em Bogotá, embora tenha advertido que não renunciará à sua "ação militar" em sua longa luta contra o Estado colombiano.

A embaixada cubana alertou o governo colombiano sobre os supostos planos da organização armada de realizar um ataque na capital, em um memorando divulgado na segunda-feira. Como resultado, a segurança foi reforçada na capital de oito milhões de habitantes.

“Depois de verificar todas as estruturas da guerrilha, (...) esclarecemos que as informações recebidas pela Embaixada de Cuba em Bogotá não fazem parte dos planos militares do ELN”, disse o alto comando rebelde em nota divulgada nesta quinta-feira (11).

No entanto, classificou como "uma ingenuidade" a intenção de "renunciar à ação militar". “Isso deve ser pactuado em mesa de negociação com postura equivalente por parte do Estado”, acrescentou o grupo guevarista.

Segundo o ELN, por trás do alerta de Cuba está a inteligência colombiana e esse seria um plano para atribuir-lhes ataques e, assim, aumentar a pressão internacional sobre sua delegação na ilha.

O ELN é a última insurgência reconhecida na Colômbia após o acordo de paz de 2016 com as FARC. Em atividade desde 1964, possui cerca de 2.300 combatentes e uma ampla rede de apoio nos centros urbanos.

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