ELN pede investigação da morte de um de seus comandantes em bombardeio na Colômbia

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(2020) Soldado vigia plantação de coca na cidade colombiana de Tumaco (AFP/Juan BARRETO)

A guerrilha colombiana do Exército de Libertação Nacional (ELN) declarou "luto" pela morte de um de seus comandantes em 28 de setembro após um bombardeio do governo e pediu à Cruz Vermelha um "relatório" sobre a operação.

Ogli Angel Padilla Romero, conhecido como "Fabián", era o comandante da Frente de Guerra Ocidental, um dos bastiões dessa guerrilha no departamento de Chocó (noroeste), no Pacífico colombiano.

Segundo o Exército, ele morreu no dia 28 de setembro em um hospital em Cali (sudoeste), após sobreviver a um bombardeio aéreo e esconder-se ferido na selva por mais de dez dias.

Depois de anunciar sua possível morte na operação em 16 de setembro, "agora o governo muda a versão (...) para dizer que Fabián (...) ficou vivo por 11 dias", questionaram os guerrilheiros em nota à AFP.

“O curioso do assunto é que ele não morreu por estar ferido e sozinho na selva, mas acabou morrendo em uma clínica 12 horas depois de ser detido com vida”, destacou a organização, sugerindo que ele pode ter sido morto por militares.

O bombardeio ao acampamento de Fabian na selva deixou pelo menos seis mortos, além do comandante.

Vários mandados de prisão por sequestro, assassinato e rebelião já foram expedidos contra o guerrilheiro.

Era um "terrorista cínico", um "criminoso muito perigoso, autor de assassinatos e sequestros (...) traficante de drogas" e responsável pelo deslocamento de "milhares de pessoas", segundo o governo.

Sua morte constitui um dos maiores golpes do governo do presidente conservador Iván Duque contra a última guerrilha reconhecida no país após a assinatura do acordo de paz com as Farc em 2016.

Duque encerrou as negociações de paz com a ELN iniciadas por seu antecessor, o Nobel da Paz Juan Manuel Santos, após um ataque com carro-bomba a uma academia de polícia que deixou 22 cadetes mortos, além do agressor.

A Colômbia vive o pior surto de violência desde o desarmamento das Farc.

Dissidentes do pacto de paz, a ELN e grupos armados de origem paramilitar disputam em várias regiões as receitas do narcotráfico, extorsão e mineração ilegal.

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