ELN reivindica atentado contra policiais na Colômbia

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Caminhão policial destruído por explosivos em Cali (AFP/Paola MAFLA)

A guerrilha do ELN reivindicou neste sábado a autoria do ataque com explosivos que deixou 13 policiais do batalhão de choque feridos na noite anterior na cidade colombiana de Cali.

"Informamos que às 21h55 de 7 de janeiro nossas unidades fizeram uma ação contra o esquadrão de choque (Esmad) da polícia no setor de Porto Resistência", diz um comunicado divulgado por essa guerrilha em um site de propaganda rebelde.

Em um primeiro balanço, o presidente Iván Duque informou sobre 11 uniformizados feridos no ataque com explosivos, mas o número aumentou durante a noite.

A carga foi detonada quando um veículo do Esmad passava por um dos principais focos dos protestos contra o governo ocorridos no ano anterior, segundo autoridades locais.

O ministro da Defesa, Diego Molano, ofereceu uma recompensa equivalente a US$ 250.000 por um guerrilheiro conhecido pelo pseudônimo de El Rolo. "Ele provavelmente está por trás" desse e de outros ataques contra a força pública, indicou Molano durante entrevista coletiva em Cali.

O presidente Duque afirmou no Twitter que os guerrilheiros buscam "influenciar o processo eleitoral deste ano, com o apoio de ditaduras socialistas e comunistas". O presidente, que entregará o poder em agosto, alega que o governo de esquerda da Venezuela dá refúgio em seu território a líderes do ELN e de outros grupos armados colombianos.

Reconhecida como última guerrilha da Colômbia após a desmobilização das Farc, a organização guevarista tem uma força de cerca de 2.500 rebeldes, segundo o centro de estudos independente Indepaz.

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