Elon Musk deu ordem para interromper o pagamento a fornecedores do Twitter

Elon Musk deu ordem para interromper o pagamento a fornecedores do Twitter (Foto: STR/NurPhoto via Getty Images)
Elon Musk deu ordem para interromper o pagamento a fornecedores do Twitter (Foto: STR/NurPhoto via Getty Images)
  • A medida de Elon Musk faz parte de uma campanha drástica de corte de custos;

  • Fornecedores a quem a empresa deve milhões de dólares demonstraram insatisfação;

  • Áreas sob revisão incluem custos de computação, viagens e até mesmo alimentação no refeitório do escritório.

Como parte de uma campanha drástica de corte de custos, Elon Musk teria emitido ordens para retardar ou mesmo interromper os pagamentos a fornecedores e serviços contratados que tivessem sido firmados anteriormente à sua aquisição, informou o The New York Times. A medida gerou reclamações de membros do Twitter e fornecedores a quem a empresa deve milhões de dólares em pagamentos atrasados.

De acordo com a publicação, Musk trouxe aliados da Tesla e The Boring Company com a diretiva de cortar custos. Para isso, o Twitter está pedindo à equipe que revise, renegocie ou até mesmo não pague alguns fornecedores externos . Algumas áreas sob revisão incluem custos de computação, viagens, serviços de software, imóveis e até mesmo alimentação no refeitório do escritório.

O Twitter está analisando parcerias com ligas esportivas como NFL e NBA, além de empresas de mídia como Condé Nast e Fox. Também está tentando renegociar acordos com empresas de tecnologia como Amazon e Oracle, que fornecem serviços de computação. Além disso, os cartões de crédito corporativos foram desativados, os almoços gratuitos eliminados e os pagamentos de relatórios de despesas atrasados. E a empresa supostamente não entregou os cheques prometidos anteriormente a organizações de caridade.

Musk tomou US$ 13 bilhões em empréstimos como parte de sua aquisição da rede social, com pagamentos de juros supostamente no valor de US$ 1 bilhão por ano. Ele disse aos funcionários que "o quadro econômico à frente é terrível" e " a falência não está fora de questão ". O Twitter já cortou metade de sua força de trabalho de 7.500 pessoas.