Elon Musk viu sua fortuna cair R$ 533 bilhões em 2022

Fortuna de Musk atinge novo mínimo em meio a crise no preço das ações da Tesla (CARINA JOHANSEN/NTB/AFP via Getty Images)
Fortuna de Musk atinge novo mínimo em meio a crise no preço das ações da Tesla (CARINA JOHANSEN/NTB/AFP via Getty Images)
  • Bilionário tem maior parte de sua fortuna atrelada às ações de suas empresas;

  • Musk ainda supera a segunda pessoa mais rica do mundo por R$ 69 bilhões;

  • Investidores da Tesla se preocupam se Musk conserguirá dar a atenção necessária a empresa.

Elon Musk, o CEO da Tesla, da SpaceX e agora do Twitter, viu sua riqueza despencar em 2022, segundo o índice de bilionários da Bloomberg. A perda de patrimônio chega a casa dos US$ 100 bilhões, ou R$ 533 bilhões na conversão atual.

Segundo a publicação americana, a fortuna de Musk chegou ao patamar de US$ 340 bilhões, ou R$ 1,8 trilhões, em novembro do ano passado. No entanto, nesta terça-feira ela teria chegado a seu ponto mais baixo em 2022, registrando aproximadamente US$ 170 bilhões (R$ 906 bilhões) à medida que as ações da Tesla atingiram um novo mínimo.

Musk detém uma participação de cerca de 15% na Tesla e o declínio no preço das ações da fabricante de veículos elétricos na segunda-feira eliminou cerca de US$ 8,6 bilhões da riqueza de Musk em apenas um dia. O bilionário do setor da tecnologia extrai a maior parte de sua riqueza das ações de suas empresas, como a Tesla, a SpaceX e agora o Twitter, que viu o preço de suas ações caírem 58,03% no ano, segundo a Bloomberg.

Ainda assim, Musk continua sendo a pessoa mais rica do mundo, com seu patrimônio superando o segundo lugar, Bernard Arnault - presidente da maior fabricante mundial de artigos de luxo, LVMH Moet Hennessy Louis Vuitton - em cerca de US$ 13 bilhões (R$ 69 bilhões). O magnata também supera as fortunas de Jeff Bezos e Bill Gates em US$ 54 bilhões e US$ 57 bilhões (R$ 287 bilhões e R$ 303 bilhões), respectivamente.

As ações da Tesla estiveram sob forte pressão neste ano devido a uma crise no setor de tecnologia, causada pela desaceleração econômica americana e o aumento das taxas de juros pelo banco central do país.

Os investidores também estão preocupados com os negócios da Tesla na China, em meio à estrita postura Covid-zero do país e se Musk conseguirá se concentrar em seu papel como CEO da Tesla depois de adquirir o Twitter por US$ 44 bilhões.