Em 1ª marcha, mulheres indígenas ocupam as ruas de Brasília contra o governo Bolsonaro

Andréa Martinelli
Cerca de 2 mil mulheres indígenas marcham em Brasília (DF) nesta terça-feira (13).

Cerca de 2 mil mulheres, de 113 povos indígenas distintos do Brasil estão reunidas em Brasília nesta terça-feira (13), para a 1ª Marcha das Mulheres Indígenas. Com o tema “Território: nosso corpo, nosso espírito”, elas marcham contra o governo Bolsonaro e em defesa da demarcação de terras indígenas.

Organizada pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), o evento, que teve início no último dia 9, com o Fórum Nacional de Mulheres, conta com a participação de cerca de 3 mil mulheres, que compareceram à marcha.

Célia Xacriabá, 30, uma das organizadoras da marcha e representante da Apib, considera que, além de um significado político, a marcha é um espaço de troca.

“Nossa expectativa é de que trocas de narrativa, de história, da memória, possam fortalecer; ser um alimento para que elas voltem fortalecidas, que pensem no processo de gestão do território; no seu ser professora, parteira, raizeira, que essa troca de possa servir como conhecimento e cura”, diz.

MAIS SOBRE A MARCHA:

A organização estima a participação de mais de 300 etnias e 3 mil mulheres no total, que se uniram também ao protesto contra o contingenciamento de verbas para a educação ― marcado para acontecer em várias capitais pelo Brasil.

A Polícia Militar estima em 1.500 pessoas na manifestação. Para a marcha, o governo autorizou o uso da Força Nacional ― que foi considerado inconstitucional pelo Ministério Público, segundo a Folha. Não houve confusão.

Nesta quarta (14), a Marcha das Mulheres Indígenas se une à Marcha das Margaridas, realizada desde 2000 pelas mulheres do campo, quilombolas, ribeirinhas, trabalhadoras rurais e que combatem a mineração e seus efeitos. São esperadas 100 mil mulheres para o evento que é considerado a “maior união das mulheres da...

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