Em 12 anos, patrimônio de Flávio Bolsonaro aumentou 397,1%

Reeleito pela primeira vez em 2006, quando tinha R$ 385 mil em bens, o parlamentar é hoje dono de um patrimônio de R$ 1,74 milhão. (Foto: Reprodução/Facebook)

O patrimônio do filho mais velho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, atual senador pelo PSL do Rio de Janeiro, cresceu 397,1% em 12 anos. De 2006 a 2018, seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral passou de R$ 385 mil para de R$ 1,74 milhão em bens.

As informações são da Revista Época.

Nesse período, Flávio exerceu três de seus quatro mandatos como deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

O parlamentar justifica que o aumento deve-se a compra de imóveis na Zona Sul e na Zona Oeste do Rio, pela substituição do carro particular dele por modelos mais novos e modernos, além de investimentos em empreendimentos próprios, como uma loja de uma franquia de chocolates que ele administra na Barra da Tijuca.

Quando entrou na vida política em 2002, Flávio Bolsonaro declarou ser dono de apenas um automóvel do modelo Gol 1.0, no valor de R$ 25.500. Já em 2006, ele declarou que era dono de um Peugeot 2003, no valor de R$ 35 mil, e um imóvel na Urca, Zona Sul do Rio, declarado no valor de R$ 350 mil. Ao todo, o patrimônio de Flávio era de R$ 385 mil.

A ascensão dos bens acumulados acompanha a sequência de mandatos como deputado e na primeira eleição ao Senado. No ano passado, Flávio declarou patrimônio de R$ 1,74 milhão, que inclui: salas comerciais na Barra da Tijuca no valor de R$ 150 mil, apartamento também na Barra da Tijuca no valor de R$ 917 mil, e aplicações e os investimentos de R$ 558.200. O carro agora é um Volvo XC 2014, no valor de R$ 66.500.

QUEBRA DO SIGILO

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou, no fim de abril, a quebra do sigilo bancário e fiscal de Flávio e Fabrício Queiroz, que foi seu assessor e motorista enquanto deputado estadual. A ordem judicial também atinge 88 ex-assessores do parlamentar na Alerj, a mulher e a empresa do senador, pessoas e firmas que fizeram transições imobiliárias com ele.

A quebra de sigilo bancário e fiscal é o primeiro passo judicial da investigação sobre Queiroz após quase 500 dias do relatório do Coaf apontar uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta bancária do ex-assessor de Flávio.

Segundo o jornal, o período da quebra é de 2007 a 2018, período em que Queiroz esteve vinculado ao gabinete.

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Fazem parte do rol dos investigados as filhas do ex-assessor, Nathalia e Evelyn Queiroz, ambas ex-assessor de Flávio. Também tiveram quebrados os sigilos Raimunda Veras Magalhães e Danielle Nóbrega, mãe e mulher do ex-PM Adriano da Nóbrega, foragido acusado de comandar uma milícia no Rio de Janeiro.

Queiroz se tornou alvo de investigação em janeiro de 2019 após o Coaf apontar uma movimentação na sua conta. Além do volume, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo.

As transações ocorriam em data próxima do pagamento de servidores da Alerj, onde Flávio exerceu o mandato de deputado por 16 anos.

Em fevereiro, Queiroz admitiu que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado.