Em 20 dias de crise, 4 ideias (algumas pouco convencionais) e nenhuma saída à vista para desatar o nó do Orçamento

Manoel Ventura
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Desde o último dia 25 de março, quando o Congresso aprovou o Orçamento de 2021 com medidas que, segundo o ministério da Economia, tornaram o texto "inexequível", várias ideias já foram colocadas na mesa para tentar resolver o impasse e evitar que o país entre em 'shudown', ou seja, a paralisia da máquina pública por falta de recursos.

Mas, até agora, não há sinais de que o impasse será resolvido. E o governo corre contra o tempo, porque o presidente Jair Bolsonaro precisa sancionar o projeto até o dia 22 de abril.

O projeto aprovado no Congresso cortou despesas obrigatórias, como gastos com a Previdência e o seguro-desemprego, para aumentar em R$ 26,4 bilhões as emendas parlamentares.

As despesas obrigatórias, como o nome sugere, precisam ser pagas, independemente do tamanho previsto para elas no Orçamento. Com esses gastos subestimados, o governo corre dois riscos: deixar de cumprir essas obrigações, o que seria crime de responsabilidade, ou cortar em outras áreas para garantir esses pagamentos — o que poderia paralisar o governo.

Para a equipe econômica, só o fato de sancionar o Orçamento com esse desequilíbrio já configuraria um crime de responsabilidade, passível de impeachment. Por isso, quer que o presidente Jair Bolsonaro vete todas as emendas que extrapolaram o limite.

Conheça abaixo as propostas que já foram apresentadas pela equipe econômica e por parlamentares para resolver o impasse.