Em aceno a Bolsonaro, Queiroga diz ser contra uso obrigatório de máscara e contraria evidências científicas

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BRASÍLIA — O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou a obrigatoriedade do uso de máscaras no Brasil. Na visão dele, deveria ser um ato de conscientização da população. As declarações, que contrariam evidências científicas, foram dadas nesta quarta-feira ao canal bolsonarista "Terça Livre", investigado pela CPI da Covid.

— Somos contra essa obrigatoriedade. O Brasil tem muitas leis e as pessoas, infelizmente, não observam. O uso de máscaras tem de ser um ato de conscientização — afirmou o ministro, na entrevista.

A comissão quebrou o sigilo do veículo, comandado pelo blogueiro Allan dos Santos, para apurar a disseminação de fake news sobre a pandemia. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) instruiu redes sociais a não repassarem verba publicitária.

Estados preveem a aplicação de multas para quem não utilizar a proteção facial em locais públicos. É o caso de São Paulo, que já autuou o presidente Jair Bolsonaro por três vezes. O valor da multa pode alcançar R$ 290,9 mil. Autoridades como os ministros Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) e general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), além da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), também já receberam a penalidade.

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