Em ameaça de extinção, macaco muriqui-do-sul é visto pela primeira vez em terras mineiras

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Rio - Um dos primatas mais raros e ameaçados de extinção foi visto numa área de floresta nativa na região de Monte Verde em Camanducaia, sul de Minas Gerais. O macaco muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), também conhecido mono-carvoeiro, é considerado o maior macaco das Américas.

Com o desflorestamento de seu habitat, a caça ilegal e o turismo inadequado, a espécie está criticamente ameaçada de extinção. A população mínima é de cerca de 1.300 indivíduos, sendo menos de 500 adultos, aptos para reprodução. O animal de face escura rodeado por pelagem branca é apontado como uma das espécies mais dóceis entre os primatas. Ele pode chegar a 15kg e até 1,60 m de comprimento da cabeça a cauda.

Segundo o biólogo Paul François Colas-Rosas, os registros mais frequentes da espécie ocorrem nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

- Trata-se de uma descoberta extremamente relevante, porque demonstra a importância da preservação das reservas florestais privadas para a conservação das espécies silvestres, sobretudo as ameaçadas de extinção. Além disso, amplia o conhecimento nessas áreas para a realização de novas ações de proteção e conservação do muriqui-do-sul, o que acreditamos que vai evitar ainda mais a extinção da espécie - explica o biólogo.

A área em que o muriqui-do-sul foi identificado é protegida pela Melhoramentos, que regularmente desenvolve práticas certificadas de manejo e preservação de extensas áreas de florestas nativas. Até hoje não havia registros do muriqui-do-sul na área preservada reservada pela empresa, que já tem catalogada mais de 200 espécies, entre mamíferos, aves repteis, anfíbios e peixes.

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