Em 'Arcanjo renegado', Erika Januza vive, na TV, o drama da morte de policiais

Isabella Cardoso
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Antes de a pandemia do novo coronavírus interromper uma série de produções, Erika Januza estava no ar como a tenista Marina em “Amor de mãe” — os últimos capítulos da novela já foram gravados e vão ao ar em março. Agora, a atriz volta à TV em “Arcanjo renegado”, que chega à Globo, na próxima quinta-feira, após ser uma das séries mais vistas em 2020 no Globoplay.

No thriller policial, criado por José Júnior, com direção geral de Heitor Dhalia e direção de André Godoi, Erika é Sarah, mocinha nada frágil, cheia de atitude. A história começa com o assassinato de seu marido, Rafael (Alex Nader), braço-direito do irmão da personagem, o sargento do Bope Mikhael (Marcelo Mello Jr.), protagonista da produção.

Enquanto o irmão da personagem de Erika ingressa numa saga de vingança na história, ela se vê sozinha lutando para cuidar de uma criança que sofre de uma doença rara.

— Como fica aquela mulher que perdeu alguém inesperadamente? Mesmo quem não perdeu teme todos os dias que o marido não volte para casa — diz a atriz, que mergulhou no universo familiar de policiais para fazer a série. — Conversei com mulheres de policiais para entender como é essa relação de medo com que elas acabam tendo que se acostumar. Ter uma pessoa da família numa profissão de alto risco deixa o coração apertado, mas tem que entregar nas mãos de Deus. Sempre é aquela despedida com um olhar de “te espero mais tarde”.

A segunda temporada da série está confirmada, porém os preparativos foram adiados pela pandemia. Mas, desde já, Erika adianta que a história de Sarah terá muita ação na próxima leva de episódios.

— Ela vai mudar totalmente. Eu estava malhando em casa, mas voltei a frequentar a academia por causa de “Arcanjo renegado”. Minha personagem vai ser uma policial — conta a atriz, que, aos 35 anos, também faz aulas de samba on-line e continuou a prática de tênis após o fim das gravações de “Amor de mãe”. — Já me despedi de Marina, mas o tênis ficou. E sei sambar, mas inseri as aulas na minha vida para não ter que esperar até o carnaval. É um aeróbico que vale mais do que uma corrida.

Além de se mobilizar em torno da preparação física da personagem, a atriz vê a trajetória de Sarah trazer também consequências emocionais.

— Toda vez que vem um papel e tem um drama, fico feliz. Todas as personagens que passaram pela minha vida tinham que superar obstáculos, conflitos. É o que a gente gosta de ver e fazer: esse arco em que tudo começa bem, a pessoa vai para um buraco e tem que dar a volta por cima — diz Erika.

A caracterização das personagens também pode trazer mudanças mais radicais na aparência da atriz. Em “Arcanjo renegado”, ela aparece com o cabelo grande. Para “Amor de mãe”, cortou bem curtinho.

— Como atriz, eu me proponho à mudança, não sou do tipo que nega. Mudar de cabelo é uma delícia. Quando faço um corte diferente, já penso em qual será o próximo. A gente pode ter o cabelo que quiser, e o outro tem que aceitar!

Na vida amorosa, os tempos parecem tranquilos. No isolamento social, Erika contou com a companhia do namorado, Juan Nakamura, de 21 anos, filho da ex-bailarina do Faustão Carol Nakamura. A atriz publicou a primeira foto dos dois nas redes sociais em dezembro, mas eles já estão juntos há quase um ano.

— Nós, artistas, somos notícia todo dia. E tem gente que faz questão de ser, não é o meu caso. Eu estava feliz. Não evitei mostrar, mas quisemos ficar no nosso mundinho— diz.

Foi de Juan que Erika ganhou seu mais novo animal de estimação, a porquinha Francisca Rabicó, que veio fazer companhia aos cachorros Uili Nelson e Preta Maria.

— É muito fofinha e carinhosa. Mas come muito, não tem limite. Tem que dosar, ou ela vai ficar muito grande. Se deixar, come até morrer. E grita o dia inteiro, porque quer comer o dia inteiro. Estou rebolando para botar limite e adaptá-la aos cachorros.