Em ato, filho de petista morto por bolsonarista lamenta ausência do pai

O petista Marcelo Arruda foi morto enquanto comemorava o aniversário com tema do PT. (Foto: Reprodução /Redes Sociais)
O petista Marcelo Arruda foi morto enquanto comemorava o aniversário com tema do PT. (Foto: Reprodução /Redes Sociais)

Familiares e amigos do petista e guarda municipal Marcelo Arruda - morto pelo policial bolsonarista Jorge Guaranho- foram às ruas de Foz do Iguaçu (PR) neste domingo (14) para protestar.

Arruda foi assassinado no dia 9 de julho enquanto comemorava o aniversário de 50 anos com uma festa cujo tema era o PT e Lula.

O filho do petista, Leonardo Miranda de Arruda, 26, lamentou a ausência do pai.

"Estou comemorando o Dia dos Pais sem meu pai porque um assassino, por intolerância política, acabou tirando ele de mim. Que ele possa começar pagar pelo que fez na prisão", relatou em entrevista ao Uol.

O jovem disse que o pai era muito conhecido na cidade, que fica a 636 km da capital paranaense, justamente por ser filiado ao PT, e por fazer parte do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi).

De acordo com Leonardo, o pai era tolerante com aquilo que não concordava e a passeata pela cidade tinha o objetivo de propagar o fim do ódio, e a busca por paz e justiça.

A viúva de Marcelo, Pamela Silva, 38, também fez parte da manifestação e levou em seu colo o filho mais novo de Arruda, um bebê de dois meses. Ela afirmou que a família está acompanhando de perto os trâmites que envolvem o processo contra o policial bolsonarista.

O ato teve início por volta das 9h em frente à igreja Nossa Senhora de Guadalupe, na Vila A. Depois de rezarem, os participantes, que vestiam uma camiseta com uma foto de Arruda, caminharam por algumas ruas distribuindo flores para os pais, em homenagem a data.

O policial Jorge Guaranho, que teve alta esta semana, está preso no Complexo Médico Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e perigo comum, com pena que pode variar de 12 a 30 anos de prisão.