Em BH, Bolsonaro elogia criança com arma de brinquedo: 'patriotismo e civilidade'

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Presidente fez criança fazer flexões no palco. Foto: Reprodução/TV Globo
Presidente fez criança fazer flexões no palco. Foto: Reprodução/TV Globo
  • Menino também usava farda

  • Brinquedos do tipo são proibidos por Estatuto do Desarmamento

  • Presidente participava de evento na capital mineira

Durante uma visita oficial a Belo Horizonte (MG), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que um menino de seis anos vestido de militar e levando uma arma de brinquedo era “exemplo de civilidade, patriotismo e respeito”.

"Tenho quase 70 anos. Quando era criança brincava com armas e flechas. Foi assim que cresceu minha geração e crescemos como homens fortes, saudáveis e respeitosos", disse Bolsonaro. "Os meus parabéns aos pais [do menino], por este exemplo de civilidade, patriotismo e respeito".

Em resposta, o público aplaudiu e seus assistentes gritaram: "um povo armado nunca será escravo". O presidente então fez a criança realizar flexões no palco e a colocou sentada em seu colo.

Quando foi discursar, ele chegou a pedir para os seguranças se retirarem. "Agora o pequeno Gabriel de seis anos vai cuidar disso", brincou.

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O Estatuto do Desarmamento proíbe a fabricação, venda, comercialização e importação de brinquedos, réplicas e simulacros que possam se confundir com armas de fogo.

Visita a Belo Horizonte

O presidente visitou a capital mineira para participar da cerimônia de sanção do Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) para obras do metrô da cidade e do lançamento da pedra fundamental do Centro Nacional de Vacinas.

Nos locais em que passou, Bolsonaro gerou aglomeração enquanto muitas pessoas, incluindo ele próprio, não usavam máscaras. Durante o evento, a maior parte de sua comitiva também dispensou a proteção.

Ao falar, o presidente disse que a inflação no Brasil está “bastante alta”, mas que o problema teve início em março de 2020, por conta das medidas de isolamento social para controle da disseminação do coronavírus.

Sobre a pandemia, Bolsonaro voltou a afirmar ser contra o passaporte de vacina e que "respeita o direito" daqueles que não querem se vacinar.

No começo de seu discurso, o presidente foi interrompido por uma mulher que se manifestou contra o governo federal. Ela gritou palavras de ordem contra Bolsonaro. Em resposta, ele criticou a esquerda e insultou a inteligência da manifestante. O público, formado por apoiadores de Bolsonaro, vaiou a mulher.

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