Em bloco, Haddad elogia secretário da Cultura da gestão Covas (PSDB) e volta a negar candidatura

ARTUR RODRIGUES
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 11.12.2019 - Fernando Haddad (professor e político) durante evento no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-prefeito Fernando Haddad (PT), no desfile do bloco Baixo Augusta, neste domingo (16), disse que a tendência é aumentar a politização do Carnaval e que não há pressão real para que ele seja candidato a prefeito de SP.

"O Carnaval sempre teve uma tradição política e ela tende a crescer. Toda manifestação artística vai direto nos pontos fracos da sociedade", disse.

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Haddad negou pressão para concorrer à prefeitura. "É uma pressão via mídia, não é real. Não me ligam para falar sobre isso", afirmou.

Ele afirma que o PT terá prévias e que se manterá neutro. "Eu não posso pelo seguinte: tenho quatro secretários [de sua gestão] concorrendo."

Haddad ainda elogiou o secretário de Cultura, Alê Youssef. Para o petista, Youssef, nomeado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) no início de 2019, reverteu o "desmonte na cultura" que vinha ocorrendo na gestão tucana na prefeitura, primeiro sob a gestão João Doria e depois sob Covas.

Enquanto aguardava o início do desfile, Haddad foi abordado por um militante, que colou nele e em sua mulher, Ana Estela, uma tatuagem temporária onde estava escrito: "Lula inocente! Eu não!". Trata-se de uma piada relacionada à malícia do Carnaval, brincando com os diversos significados do termo inocente.