Em Brasília, manifestantes pedem golpe e atacam instituições em gritos e cartazes

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BRASILIA, DF,  BRASIL,  07-09-2021, 12h00: Caminhoneiros e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro realizam manifestação durante o Dia da Independência do Brasil, na Esplanada dos Ministérios. (Foto: Anderson Alves/Folhapress)
BRASILIA, DF, BRASIL, 07-09-2021, 12h00: Caminhoneiros e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro realizam manifestação durante o Dia da Independência do Brasil, na Esplanada dos Ministérios. (Foto: Anderson Alves/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro pediram, em gritos e cartazes, impeachment de ministros do STF, intervenção federal e fizeram ataques ao Congresso durante manifestação em Brasília.

Os manifestantes também cobraram voto impresso e contagem pública das urnas.

Havia cartazes ao menos em português, inglês e espanhol.

"The limit has been crossed!!! Our indignation is huge!!! Jair for corrupts and communists!!!", afirmava uma faixa apoiada em um automóvel em área próxima ao Congresso Nacional.

"Fora com os tiranos do STF. Art. 142, EU AUTORIZO!", registrava outro um cartaz levantado por apoiador próximo do trio elétrico em que Bolsonaro discursou.

Em menor número, alguns cartazes reclamavam da adoção de "passaportes" da vacina. "Passaporte sanitário? Não!!! Não é sobre saúde, é sobre controle!", mostrava o papel de um manifestante.

Durante o discurso de Bolsonaro, os apoiadores gritaram, em coro, "eu autorizo" e "Supremo é o povo". Alguns xingaram os ministros do Supremo Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

Pequenos grupos também levaram faixas pedindo a volta do império.

Uma faixa colocada em frente ao Ministério da Saúde pediu a criminalização do comunismo, "saneamento" do Congresso e destituição dos ministros do STF.

Um largo cartaz em frente a um caminhão afirmava que os manifestantes só deixariam Brasília depois da destituição dos ministros do Supremo.

Os manifestantes ainda gritavam "fora Alexandre", em referência ao ministro Moraes, do STF. Eles também se exaltaram minutos antes do discurso de Bolsonaro, quando o ministro do Turismo, Gilson Machado, disse: "Nós não negociamos os nossos princípios". "Ou deixar a pátria livre ou morrer pelo Brasil", completou Machado.

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