Em Brasília, Lula encontrará chefes dos poderes e pedirá apoio para mudar Orçamento

Nas agendas oficiais, Lula deve se mostrar como um presidente que estimulará o diálogo e a harmonia entre os poderes (REUTERS/Carla Carniel)
Nas agendas oficiais, Lula deve se mostrar como um presidente que estimulará o diálogo e a harmonia entre os poderes

(REUTERS/Carla Carniel)

  • Lula desembarca em Brasília nesta terça-feira (8);

  • Presidente eleito deve participar de uma série de reuniões a partir de quarta-feira;

  • Ele se encontrará com Rosa Weber, Rodrigo Pacheco e Arthur Lira.

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desembarca nesta terça-feira (8) em Brasília pela primeira vez após as eleições. A expectativa é de que ele chegue à noite e participe de uma série de reuniões a partir de quarta-feira (9).

Na capital, o petista se encontrará com a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), com Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado, e com Arthur Lira (PP), presidente da Câmara dos Deputados.

Aos chefes do congresso, Lula pedirá, pessoalmente, apoio para aprovar ajustes no Orçamento de 2023, de forma a garantir a verba necessária para que promessas de campanha sejam cumpridas – como manutenção do Auxílio Brasil, aumento real do salário mínimo e isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

A construção desse apoio já tem sido costurada por aliados de Lula. Em troca, o presidente eleito se manterá neutro quanto à reeleição de Lira para a presidência da Câmara e apoiará a reeleição de Pacheco para o comando do Senado.

Nas agendas oficiais, Lula deve se mostrar como um presidente que estimulará o diálogo e harmonia entre os poderes. Além delas, ele também terá encontros políticos, nos quais discutirá nomes para integrar a equipe de transição de governo e a ampliação da base de apoio no Congresso.

Comandada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), a equipe de transição terá cerca de 50 pessoas e membros de outros partidos. Os trabalhos serão feitos no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que costuma ser disponibilizado para este fim desde que Fernando Henrique Cardoso (FHC) passou o cargo a Lula em 2002.