Em cúpula do Brics, Bolsonaro defende reforma do Conselho de Segurança, do FMI e do Banco Mundial

O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quinta-feira, durante cúpula do Brics, a reforma de organismos internacionais, entre eles o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.

De acordo com Bolsonaro, as economias emergentes e em desenvolvimento precisam ter a "a devida e merecida representação". O encontro foi realizado de forma virtual.

— Devemos somar esforços em busca da reforma das organizações internacionais, como Banco Mundial, o FMI e o sistema das Nações Unidas, em especial o seu Conselho de Segurança. O peso crescente das economias emergentes e em desenvolvimento deve ter a devida e merecida representação — disse o presidente brasileiro, em discurso que não se desviou das posições tradicionais da diplomacia brasileira.

Participam da cúpula os líderes de todos os países do bloco: os presidentes da China (Xi Jinping), da Rússia (Vladimir Putin) e da África do Sul (Cyril Ramaphosa) e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

A reforma do Conselho de Segurança da ONU é um antigo pleito do Brasil, que já foi apoiado pelo Brics em outras oportunidades. China e Rússia são membros permanentes do órgão, ao lado de Estados Unidos, Reino Unido e França. Destes, apenas os russos já apoiaram explicitamente o pleito brasileiro de ampliação do CS.

Bolsonaro agradeceu Xi Jinping e Vladimir Putin pela recepção que teve em suas visitas à China e Rússia, em outubro de 2019 e fevereiro deste ano, respectivamente. O brasileiro não fez nenhuma menção ao conflito entre Rússia e Ucrânia.

Em seu discurso na abertura da cúpula, Putin pediu ao grupo uma cooperação maior para enfrentar as "ações egoístas" dos países ocidentais, em referência às sanções que afetam Moscou por sua ofensiva na Ucrânia.

— Apenas com base em uma cooperação honesta e vantajosa para todos poderemos encontrar uma saída para esta situação de crise que afeta a economia mundial devido às ações egoístas e imprudentes de alguns países — disse o russo, em referência às sanções contra Moscou que também têm um efeito negativo para a economia mundial.

O presidente russo denunciou as tentativas desses países ocidentais de "usar mecanismos financeiros para responsabilizar todos por seus próprios erros na política macroeconômica".

— Para que os países dos BRICS assumam um papel de liderança, hoje é mais necessário do que nunca elaborar uma política unificadora e positiva, a fim de criar um sistema [mundial] verdadeiramente multipolar — disse.

Segundo Putin, os BRICS poderiam contar com o apoio de "vários países da Ásia, África e América Latina que buscam promover uma política independente".

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos