Em caminhada, Martha Rocha defende que prefeitura participe de 'ação conjunta' contra milícias

Chico Otavio
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Candidata do PDT Martha Rocha ao lado do vice Anderson Quack durante caminhada neste domingo
Candidata do PDT Martha Rocha ao lado do vice Anderson Quack durante caminhada neste domingo

Em campanha na tarde de hoje pelo Aterro do Flamengo, a candidata a prefeita Martha Rocha (PDT), disse que, se tiver que armar a Guarda Municipal, a medida será restrita a um pequeno grupo, a ser acionado apenas em condições especiais. A pedetista afirmou ainda que, caso eleita, pretende fazer com que a prefeitura participe do combate às milícias.

Martha comentou que, embora a Câmara Municipal ainda não tenha tomado uma decisão definitiva sobre o tema, soube que o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) recebeu uma doação de cerca de 100 armas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), órgão do governo Bolsonaro.

Com a ressalva de não ter certeza da situação, a candidata do PDT disse que não se lembrava de ter visto o governo federal disponibilizar os hospitais federais do Rio para o combate ao coronavírus na cidade, ao contrário do interesse demonstrado em doar armas para a Guarda Municipal. Ela também levantou dúvidas sobre o destino dado à doação, uma vez que o uso de armas no Rio ainda não está regularizado.

Enquanto caminhava com um pequeno grupo pela orla marítima do Flamengo, Martha prometeu que, se eleita, criará um gabinete integrado para integrar a Prefeitura do Rio aos órgãos federais e estaduais no enfrentamento das milícias. Para ela, o município pode dar a sua contribuição com informações e na fiscalização da indústria da construção ilegal, que avança sobre área de preservação especialmente na Baixada de Jacarepaguá.

— A Prefeitura tem muito a fazer porque é detentora de informações sobre o que acontece em seu território. A milícia atua em áreas de interesse econômico, como a Muzema (vizinha à Rio das Pedras). No gabinete de informações integradas que proponho, vamos criar protocolos de ação conjunta — disse