Em campanha do COI, Naomi Osaka pede que meninas abracem suas diferenças

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Naomi Osaka, tenista número 2 do mundo, afirmou que estava sob enorme pressão quendo abandonou o Aberto da França, mas que agora está pronta para deixar o Japão Orgulhoso nos Jogos de Tóquio. Osaka é uma das cinco atletas que estrelam vídeos do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre atletas olímpicos. Em seu vídeo, ela pede que as meninas abracem as suas diferenças: "Se não nos adequarmos a essa expectativa do que as pessoas pensam que devemos ser, ótimo."

Osaka deixou o mundo do tênis boquiaberto ao deixar Roland Garros no mês passado, ser multada e ameaçada de expulsão ao se negar a falar com a mídia depois da primeira partida no torneio.

Aos 23 anos, ela diz que mantém uma boa relação com a imprensa e espera que o mundo do tênis respeita a saúde mental, como qualquer outra área de trabalho deve fazer.

"É OK não estar bem, e também é OK não falar sobre isso", escreveu a tenista em um artigo publicado pela revista americana "Time". "Comuniquei que queria não participar das coletivas de imprensa em Roland Garros para exercitar o autocuidado e preservar a minha saúde mental. Eu mantenho isso, os atletas são humanos."

A tenista afirmou que deve ser permitido aos atletas não participar das coletivas de imprensa por seu bem-estar mental.

"No meu caso, senti uma grande pressão para revelar quais eram os meus sintomas, francamente, porque a imprensa e o torneio não acreditaram em mim", disse Osaka. "Não desejo isso a ninguém."

Para ela, as coletivas de imprensa tradicionais, em que jornalistas muitas vezes fazem perguntas pessoais aos atletas minutos após um jogo intenso, estão ultrapassadas.

"Acredito que podemos tornat isso melhor, mais interessante e mais prazeroso para todos os envolvidos. Menos sujeito X objeto, mas de companheiro para companheiro", disse.

A decisão de Osaka de abandonar Rolland Garros teve apoio de outros tenistas profissionais, incluindo Venus e Serena Williams, e atletas de outras modalidades como o campeão de F1 Lewis Hamilton e o campeão olímpico de atletismo Usain Bolt. Ela disse que o apoio do nadador Michael Phelps, maior medalhista olímpico, foi encorajador:

"Michael Phelps me disse que por me posicionar eu posso ter salvado uma vida. Se uisso é verdade, então valeu a pena."

Agora, ela está focada nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em seu país natal:

"Uma Olimpíada é especial, mas ter a oportunidade de jogar para os fãs japoneses é um sonho realizado. Espero poder deixá-los orgulhosos."

Campanha do COI

Assumidamente introvertida, Naomi Osaka encoraja meninas ao redor do mundo a abraçar o que as torna diferentes. Ela está em os cinco atletas que participam da campanha "Stronger Together", do Comitê Olímpico Internacional (COI), que defende que a definição de um atleta olímpico é mais ampla do que se pode imaginar.

“As pessoas podem pensar que sou quieta, diferente, que não caibo na caixa do que um atleta olímpico deveria ser", diz Osaka no início do vídeo lançado nesta quinta-feira (8). "Mas eu sou a prova de que a definição vai além do que as pessoas pensam."

A vinheta de um minuto começa com imagens aéreas de Osaka prestes a sacar uma bola na quadra de tênis, e então pula para a filmagem dela dançando no distrito central de Shibuya, em Tóquio, e rindo em frente a um espelho com sua irmã.

O vídeo, que também mostra Osaka assinando a lente de uma câmera após uma vitória e em um torneio representando o Japão, mostra garotas de todas as idades jogando softball, rúgbi, tênis, futebol e esgrima, além de breakdance.

"Eu quero inspirar as garotas que estão me assistindo agora. Aquelas que algumas pessoas acham que são muito diferentes. Muito quietas. Demasiadas coisas", disse Osaka, que se abriu sobre sua ansiedade em entrevistas depois de partidas intensas.

"E se não nos adequarmos a essa expectativa do que as pessoas pensam que devemos ser, ótimo. Isso significa apenas que somos nós que podemos mudar isso."

O vídeo de Osaka é o terceiro de cinco narrativas de atletas na campanha digital do COI, que serão publicadas antes de 23 de julho. Os dois primeiros foram os do velocista e recordista mundial aposentado Usain Bolt e do grande skatista Tony Hawk.

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