Em Cannes, Spike Lee diz que pessoas negras 'ainda são caçadas como animais'

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30 anos após abalar o público no Festival de Cinema de Cannes com filmes sobre intolerância e violência racial, Spike Lee denunciou, nesta terça-feira, o estado das relações raciais nos EUA durante a 74ª edição do evento. O diretor traçou paralelos com o assassinato de George Floyd, em 2020.

Lee, o primeiro diretor negro a integrar o júri do festival, disse que pouco evoluiu desde que seu filme “Do The Right Thing” estreou na Riviera Francesa, em 1989. A obra conta uma história baseada no Brooklyn sobre tensões raciais crescentes e brutalidade policial, realidade que ressoa até os dias de hoje.

"Quando você vê o irmão Eric Garner, quando vê o rei George Floyd, assassinado, linchado, você esperaria que trinta e poucos anos depois os negros parassem de ser caçados como animais", disse Lee em coletiva de imprensa em Cannes.

O filme do diretor causou revolta por parte dos críticos quando lançado. Alguns chegaram a alegar que a obra iria encorajar motins.

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