Em carta, ex-presidente da OAS volta atrás em acusações feitas contra Lula

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O ex-presidente Lula (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)
O ex-presidente Lula (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)
  • Carta escrita por Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, foi usada pela defesa do ex-presidente Lula

  • A investigação sobre o suposto crime de tráfico internacional de influência foi arquivada

  • O empresário deverá fazer outras cartas sobre depoimentos seus que envolveram o petista

Uma carta escrita de próprio punho pelo ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, foi um dos elementos utilizados pela defesa do ex-presidente Lula para pedir o arquivamento da investigação sobre o suposto crime de tráfico internacional de influência que teria sido praticado pelo petista. A informação é do jornal O Globo.

Ainda de acordo com a publicação, pessoas próximas a Pinheiro afirmaram que ele tem a intenção de redigir novas cartas sobre afirmações feitas anteriormente e que atingiram o ex-presidente. Foi a delação do empresário que fez com que Lula fosse condenado no processo do triplex do Guarujá, que acabou sendo anulado. 

A apuração foi arquivada porque a juíza federal Maria Carolina Ayoub, da 9ª Vara Federal de São Paulo, entendeu que não existiam elementos suficientes que justificassem a investigação e também apontou que o suposto crime já estaria prescrito em função da idade do ex-presidente.

De acordo com a defesa de Lula, esta é a 19ª decisão a favor do petista.

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A acusação foi feita com base em uma delação premiada do executivo e indicava que Lula teria favorecido a companhia para fechar negócios na Costa Rica.

A defesa do ex-presidente argumentou que o próprio executivo negou que tivesse feito pagamentos ilícitos ao ex-presidente em um novo depoimento que concedeu e também que nenhuma outra fonte ouvida pela Polícia Federal havia confirmado o teor da acusação.

"O arquivamento do 19º procedimento investigatório instaurado contra Lula com base em acusações infundadas confirma que o ex-presidente foi vítima de lawfare, como sempre afirmamos. Revela, ainda, que a “lava jato” colocou em xeque o Estado de Direito ao realizar delações premiadas sabidamente descabidas com o nítido objetivo de atingir e aniquilar alvos pré-definidos", afirmaram, em nota, os advogados de Lula.

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