Em cartaz na Tijuca, espetáculo de dança gratuito 'Entrecruzos' aborda violência contra a mulher e racismo

Brasil, 2300. Moçambique, 1942. Futuro e passado se encontram no palco do Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, na Tijuca, neste sábado (21) e neste domingo (22), para, utilizando os movimentos da dança, abordar temas como a violência contra a mulher, a diversidade e o racismo. As apresentações gratuitas de “Entrecruzos”, às 19h, contam a história fictícia de Ayla e Kehinde, que vivem em terras brasileiras daqui a algumas décadas e recebem a missão de voltar no tempo e reprogramar as trajetórias de Leo e Swalea, duas jovens que nasceram no país africano, no século XX. O objetivo da “viagem” intercontinental ao passado é impedir que um abuso sexual aconteça.

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Atriz e autora de “ Entrecruzos” ao lado de Carolina Bezerra, Lau Mollica destaca a mensagem do espetáculo:A

— As personagens Ayla e Kehinde são duas viajantes no tempo e estão no ano de 2300 para contar uma história que aconteceu em 1942. O intuito da viagem é o de impedir uma violência sexual. Esta narrativa tem a intenção de levar temas espinhosos para a cena, através dos movimentos dos nossos corpos, mas lembrando durante toda a apresentação que o amor e o diálogo são antídotos para os comportamentos tóxicos da nossa sociedade. “Entrecruzos” é gratuito e isso é muito importante para que os assuntos abordados possam chegar a um grande número de pessoas.

Fazer arte a partir de temas sombrios causou transformações nos envolvidos na montagem. É nisso que acredita Carolina Bezerra.

— Todo o processo de criação foi de muito amadurecimento, de descobertas e de aprendizado. Trazer à superfície temas delicados mexeu nas estruturas da equipe como um todo — observa a coautora e atriz.