Em caso de reeleição de Bolsonaro, pecuarista promete mais salários a funcionários

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O pecuarista Cyro de Toledo Júnior promete salários extras em caso de reeleição de Bolsonaro. (Foto: Reprodução)
O pecuarista Cyro de Toledo Júnior promete salários extras em caso de reeleição de Bolsonaro. (Foto: Reprodução)
  • Empregador diz que pagará 14º em caso de cumprimento de metas e 15º na reeleição do presidente

  • 'Aqui na fazenda somos cabos do Bolsonaro', diz

  • Ele nega que estaria fazendo compra de votos

Um vídeo, gravado em uma fazenda da cidade de Araguaçu, no Tocantins, revela um pecuarista prometendo maiores salários aos funcionários do local caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) seja reeleito em outubro.

As imagens, obtidas pelo jornal Folha de S. Paulo, mostram Cyro de Toledo Júnior, conhecido como Nelore Cyro, falando com funcionários de sua fazenda. Ele afirma que irá pagar um 14º salário, a partir do cumprimento de metas, e um 15º caso Bolsonaro ganhe. Se for em primeiro turno, ainda melhor: vai pagar um 16º salário aos empregados.

"Teoricamente, a soma das metas vai dar um 14º salário”, explica na gravação. “E se o Bolsonaro ganhar, eu sei que vocês vestem a minha camisa, eu dou um 15º salário. E se ele ganhar no primeiro turno, eu dou um 16º salário. Eu quero gente que pense igual a mim e vista a camisa da fazenda.”

Em entrevista à Folha, Cyro negou que estivesse comprando votos.

"Nós somos todos cabos eleitorais. Aqui na fazenda somos cabos do Bolsonaro. Vamos votar nele. Mas isso foi mais uma brincadeira. Será dado [o bônus], mas não vou dar dinheiro para político, vou dar dinheiro para os meus funcionários se o Bolsonaro ganhar. Só isso", disse.

"Se o Bolsonaro ganhar, quero que eles tenham um Natal feliz", continua. "Não estou comprando voto de ninguém. Só que nós, em peso, votamos no Bolsonaro."

Segundo ele, caso Bolsonaro ganhe, a fazenda terá de desembolsar R$ 90 mil. “Essa brincadeira vai me custar R$ 90 mil se o Bolsonaro ganhar", declarou. Ele negou que dará bonificação em caso de vitória em primeiro turno.

Ainda segundo o pecuarista, ele quer apoiar a candidatura de Bolsonaro, porque, se ele não ganhar, "nós estamos fodidos". Ele ainda disse que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria dito que vai invadir o Tocantins e que no agronegócio "só tem filho da puta", mas nada disso é verdade.

"Aqui não tem jornal, não tem televisão (...) Aqui é o fim do mundo. É outro Brasil. O espírito da coisa é melhorar meus funcionários. Dar perspectiva, dar ânimo, que eles acreditem em alguma coisa. Comprar voto é com botijão de gás, que não é o que eu faço", justifica.

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