Em colégios de elite, alunos agridem colegas pró-Lula e prometem "comprar armas"

Alunos agridem colegas após manifestações pró-Lula - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Alunos agridem colegas após manifestações pró-Lula - Foto: Reprodução/Redes Sociais
  • Alunos apoiadores de Jair Bolsonaro agridem colegas pró-Lula em colégios de elite

  • Objetos foram depredados e ameaças e ofensas foram feitas aos jovens

  • Em grupos de WhatsApp, estudantes falaram sobre a morte de Lula e prometeram comprar armas

A revolta de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) com a derrota no segundo turno das eleições para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a intolerância política praticada por parte desse grupo se refletiu em escolas por todo o Brasil.

Em colégios de elite, jovens têm agredido colegas que se manifestam favoravelmente ao presidente eleito, depredado patrimônio alheio e feito ameaças como comprar arma e assassinar Lula.

Ao portal Tab UOL, a advogada Janaina Santos contou que as duas filhas sofreram com a violência dos colegas no Colégio Marista Santa Maria, em Curitiba, após irem vestidas de vermelho na última segunda-feira (31), um dia após o segundo turno.

Elas foram xingadas por colegas já no saguão e responderam, estendendo uma bandeira do PT em um piso superior. Foi aí que tiveram início as agressões.

"Chegou um piá do ensino médio e empurrou minha filha de 11 anos. Ela não chegou a cair. Depois os alunos contaram que alguns cuspiram na minha filha mais velha, na hora ela nem viu", relatou Janaina.

Ainda segundo o portal Tab UOL, no Colégio Bom Jesus, alunos foram suspensos depois de roubarem a toalha com a estampa do PT de um colega e urinarem sobre ela.

Uma mulher contou que os filhos sofreram com a revolta dos colegas e foi chamado de "filho da p... petistinha". "É grave. Está cansativo. A gente sempre priorizou uma educação inclusiva. A culpa não só do colégio, é de toda a comunidade", relatou.

Ameaças de compra de armas

Em diversos grupos de WhatsApp de alunos de Curitiba, o tom é ainda mais pesado quando se trata de política. Alguns estudantes chegaram a afirmar que pegariam em armas para matar Lula.

"Quem vai ser o herói que vai matar o Lula?", questionou um rapaz. "Vamos comprar armas", sugeriu um segundo. "Vou atirar em feminista", completou um terceiro.