Em comício, Simone Tebet e Marina Silva focam em eleitorado feminino e Eduardo Paes cita 'desespero' de Bolsonaro após xingamentos

Horas antes do debate da TV Globo, a senadora Simone Tebet (MDB) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro quer "declarar um apagão na democracia". No fim da tarde desta sexta, um comício na Praça da Candelária, centro do Rio, reuniu militantes e apoiadores da candidatura de Lula. Antes de Tebet, Marina Silva (Rede) fez um discurso com foco no eleitorado feminino, e o prefeito Eduardo Paes, apesar de não ter respondido diretamente às ofensas de Bolsonaro contra ele, disse que o candidato do PL veio ao Rio "para agredir o povo carioca".

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O evento teria, originalmente, uma caminhada até a Cinelândia. No entanto, a forte chuva afastou boa parte do público e, então, foram realizados apenas discursos sobre um trio elétrico estacionado na Candelária. Além de representantes do PT, o comício reuniu muitos deputados do PSD, puxados pelo prefeito Eduardo Paes, que vem se dedicando à campanha de Lula neste 2º turno.

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Como Lula já estava descansando para o debate, as principais presenças foram de Simone Tebet e Marina Silva. Tebet abriu o discurso fazendo referência ao Comício da Candelária, de 1984, pelas Diretas Já e criticou as ações antidemocráticas de Bolsonaro.

-- Jamais imaginei que, depois de 38 anos, teríamos que estar de novo em praça pública contra um presidente da República que deu as costas ao povo brasileiro e que hoje quer declarar um apagão na democracia. Ele não irá apagar a luz da democracia porque dia 30 está chegando e teremos Lula presidente -- disse a ex-candidata pelo MDB, que destacou a perspectiva de um governo de "reconciliação" prometido pelo petista. -- Lula vai reconstruir o Brasil nos moldes que conhecemos. Com amor e não com ódio. Unindo e não desunindo.

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Muitos dos discursos tiveram foco no eleitorado feminino. Simone Tebet, por exemplo, chamou Bolsonaro de homofóbico e misógino, disse que ele "não representa nossas filhas", e saudou:

-- Viva as mulheres do Brasil.

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Como vem repetindo em suas falas sobre a campanha, o prefeito Eduardo Paes (PSD) reiterou que Bolsonaro não teria "feito nada pelo Rio de Janeiro". Nesta quinta, o prefeito foi ofendido em comício de Bolsonaro em Campo Grande, e foi chamado de "vagabundo" e "mentiroso". Nas redes, Paes respondeu o presidente, a quem chamou de "desqualificado e incompetente". Mas, durante o comício na Candelária, o prefeito evitou os ataques pessoais.

-- Todo mundo sabe o que esse sujeito representa, mas hoje não é dia de atacar -- disse o Paes, que creditou à postura de Bolsonaro a um suposto desespero, por "saber que viramos o jogo no Rio". -- Bolsonaro foi incapaz de fazer qualquer coisa pelo estado. Ele veio aqui para agredir o povo carioca, mostrando desespero, porque sabe que vai perder as eleições.

Pedido de casamento

Ao final dos discursos, o secretário municipal da Juventude, Salvino Oliveira, pediu a palavra. Em cima do trio elétrico, ele, que é nascido e criado na Cidade de Deus, destacou que foi beneficiado pelos programas sociais criados nos governos Lula.

-- Só estou aqui hoje porque sou filho das polícias públicas do governo PT -- disse.

Em seguida, ele disse que faria uma demonstração de que "o amor vai vencer o ódio" e pediu sua namorada, Gabriela, em casamento.