Em comício, Bolsonaro manda apoiadores baixarem faixas pró-golpe

Bolsonaro: Em 2020, manifestantes levaram faixas em apoio ao golpe de Estado e exigindo intervenção militar durante a emergência do novo coronavírus, em Brasília. (AP Photo/Andre Borges)
Bolsonaro: Em 2020, manifestantes levaram faixas em apoio ao golpe de Estado e exigindo intervenção militar durante a emergência do novo coronavírus, em Brasília. (AP Photo/Andre Borges)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu para apoiadores abaixarem uma faixa pró-golpe durante comício em Curitiba, nesta quarta-feira (31). A faixa tinha os dizeres "Presidente, acione as FFAA. Nova constituição anticomunista". Segundo a colunista do UOL, o mandatário fez sinal negativo com a cabeça ao ver a faixa e pediu aos apoiadores para baixa-la.

No debate promovido pela promovido pela Bandeirantes em parceria com Folha de S. Paulo, Uol e TV Cultura, o presidente atacou Alexandre Moraes, sem citar nominalmente o ministro do Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro disse que um ministro do STF cometeu "barbaridades" ao autorizar a operação contra os empresários golpistas e acusou o Supremo de abalar a relação entre os Poderes.

"Eu não tenho problema com Poder nenhum. Alguns ministros do Supremo Tribunal Federal é que querem, a qualquer preço, interferir no Poder Executivo. Nós não podemos admitir isso daí. A harmonia tem que existir e a independência e o respeito acima de tudo. E o respeito não falta da minha parte. De outra parte que alguns se manifestam contrário à minha pessoa", declarou.

Após o portal Metrópoles revelar o caso de empresários bolsonaristas defendendo um golpe de Estado em grupo de mensagens, o presidente evitou falar publicamente sobre o assunto, mas teria estimulado empresários que o apoiam a defenderem os alvos da operação.

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No comício, o candidato a reeleição aproveitou para atacar seu adversário principal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Três anos e meio de governo sem corrupção. Tem um ladrão querendo voltar à cena do crime. Não voltará. E espero que da próxima vez que voltar para a cadeia, não venha para Curitiba. Aqui não é lugar de bandido. Aqui é lugar de pessoas de bem, pessoas honestas e trabalhadoras", afirmou, ao som de apoiadores gritando 'Lula ladrão, seu lugar é na prisão'.