Em contraste com Bolsonaro, Boric exalta agenda cheia em Nova York

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em seu ano de estreia na Assembleia-Geral da ONU, o presidente do Chile, Gabriel Boric, exaltou nas redes sociais nesta quarta-feira (21) sua agenda de encontros bilaterais em Nova York.

O líder esquerdista foi o terceiro a discursar nesta terça (20), primeiro dia de debates, depois do brasileiro Jair Bolsonaro e do senegalês Macky Sall. Ele aproveitou a viagem aos Estados Unidos para uma série de encontros com outros líderes de peso, notadamente da Europa.

"Aprofundamos a democracia quando trabalhamos juntos em desafios comuns das nossas nações", escreveu no Twitter ao postar um vídeo com destaques de suas reuniões, incluindo abraços com o presidente francês, Emmanuel Macron, e o premiê espanhol, Pedro Sánchez. Ainda na terça, Boric esteve com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Nesta quarta, em um painel sobre a proteção dos oceanos o chileno conversou com os premiês canadense, Justin Trudeau, e norueguês, Jonas Gahr —na chamada foto de família postada por ele ainda aparecem o enviado especial dos EUA para o clima John Kerry e o premiê português, António Costa. Mais tarde, travou encontros bilaterais com Macron, Sánchez, o premiê alemão, Olaf Scholz, a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, e o chefe do Banco Mundial, David Malpass.

A agenda de Boric contrasta com a de Bolsonaro, que depois de viajar a Londres para o funeral da rainha Elizabeth 2ª passou pouco menos de 24 horas em Nova York. Após um discurso em tom de campanha, o brasileiro se encontrou com os presidentes da Polônia, Andrzej Duda, e do Equador, Guillermo Lasso, e depois saiu para almoçar com apoiadores numa churrascaria. Ele chegou a cancelar uma reunião rápida que teria com Guterres.

Em 2019, seu primeiro ano na Assembleia-Geral, o presidente também teve uma agenda enxuta, em parte devido a suas condições de saúde —ele havia recém-passado por uma cirurgia em decorrência da facada que sofreu na campanha em 2018. Na ONU, ele esteve com o americano Donald Trump; fora dela, com o advogado do republicano, Rudolph Giuliani.