Em crítica a Ernesto Araújo, Pacheco diz que política externa é falha e cobra mudanças

Julia Lindner e Daniel Gullino
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BRASÍLIA - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), subiu o tom nesta quinta-feira em relação ao chanceler Ernesto Araújo e cobrou mudanças na política externa do Brasil. Segundo Pacheco, o Ministério de Relações Exteriores está "aquém do esperado" e cometeu erros durante a pandemia da Covid-19. Em conversa com jornalistas, ele também repudiou o gesto feito pelo assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins, e destacou que a Casa "não é ambiente para brincadeira".

- Muito além da personificação ou do exame sobre o trabalho específico de um chanceler, o que se tem que mudar é a política externa do brasil. Evidentemente que ela precisa ser aprimorada, melhorada, as relações internacionais precisam ser mais presentes. Um ambiente de maior diplomacia. Isso é algo que está evidenciado a todos, não só no Congresso Nacional, mas a todos os brasileiros que enxergam a necessidade do Brasil ter uma representatividade externa melhor do que tem hoje - disse à imprensa.

Pacheco também afirmou que um dos “muitos erros” cometidos pelo governo federal durante a pandemia foi a falta de relação diplomática com determinados países, e disse que é preciso mudar a política externa para “salvar vidas”.

— Eu considero que nós tivemos muitos erros no enfrentamento dessa pandemia, um deles foi o não estabelecimento de uma relação diplomática de produtividade com diversos países que poderiam ser colaboradores nesse momento agudo de crise que nós temos no Brasil. Então, ainda está em tempo de mudar para salvar vidas.

Apesar da cobrança de diversos parlamentares pela saída de Araújo, Pacheco evitou se posicionar sobre a demissão ou não do chanceler:

- Questão de saída ou entrada de ministros eu considero que só pode demitir aquele que admite. Esse é o papel do presidente da República, é uma prerrogativa do presidente do presidente da República e ele haverá de tomar as melhores decisões para melhorar o governo. Nossa parte no Congresso Nacional, o que nós temos buscado é colaborar.