Em crise pela Covid-19, Manaus recebe primeiro lote de caixões, prevê 985 até terça e evita desabastecimento

Rafael Oliveira

O risco de desabastecimento de caixões em Manaus não irá se concretizar. A capital do Amazonas começou a receber as primeiras urnas funerárias e tem previsão de, até a próxima terça-feira, 985 já estejam disponíveis. A cidade sofre com um número elevado de mortes diárias, que há 12 dias supera a marca de 100. Um drama provocado pelo novo coronavírus.

A Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif) informou que, nesta sexta, os primeiros 285 caixões chegaram em Manaus. Um alívio obtido graças a um plano de contingência montado pelo órgão após não ter seu pedido de cessão de um avião cargueiro negado pelo governo federal.

O transporte é feito por caminhões e balsas, já que o trajeto até a capital manauara inclui estradas e rios. Como o Amazonas conta apenas com uma fábrica de urnas - que já fornece para o serviço funerário oferecido pela Prefeitura de Manaus e é capaz de atender apenas a uma demanda limitada -, as empresas particulares compram caixões de estados de outras regiões do país.

O primeiro lote, com 100 urnas, chegou em Manaus na noite de quinta. O segundo, com 185, foi descarregado nesta sexta. As barcas que os transportaram saíram de Santarém, no Pará. A previsão é de que cheguem duas balsas de Porto Velho, Rondônia, com 300 unidades (no domingo) e 400 (na terça).

Os cálculos do setor apontavam que o estoque do setor privado terminaria neste fim de semana. Caso as urnas não chegassem a tempo, a alternativa seria armazenar os corpos em contêineres frigoríficos à espera dos novos caixões