Em debate, candidatos em Nova Iguaçu destacam passado pobre, legado de gestões anteriores e relação com presidente

Cíntia Cruz
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Boa relação com Jair Bolsonaro, passado pobre, legado de gestões anteriores e alfinetadas. Na quarta e última noite de debates promovidos pelo Estúdio B Central de Entrevistas, ontem, os oito candidatos à Prefeitura de Nova Iguaçu se valeram de diferentes estratégias para atrair a atenção de eleitores. Participaram do encontro os candidatos Berriel (PT), Delegado Carlos Augusto (PSD), Dr. Letinho (PSC), Marcelo Lajes (PRTB), Max Lemos (PSDB), Professora Leci (PSOL), Robson Paz (Rede) e Rosangela Gomes (Republicanos).

Em busca da reeleição, o prefeito Rogério Lisboa (PP) não compareceu, alegando “agenda em Brasília com o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Marcelo Lopes, para tratar de creches para a cidade”. O candidato Luiz Novaes (PSB) também faltou, mas não justificou a ausência.

Ex-prefeito de Queimados, o deputado estadual Max Lemos prometeu repetir sua fórmula em Nova Iguaçu:

— Precisamos urgentemente de integração da Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal, fazendo integração. Tenho essa experiência porque a legislaç ão que implantou a guarda de Queimados foi na minha gestão, o concurso foi na minha gestão. (Na saúde), vou implantar o Centro Especializado no Tratamento de Hipertensão e Diabetes, como fiz em Queimado, que atende 1.200 pessoas por dia e é referência nacional.

Diante dos exemplos, o Delegado Carlos Augusto chegou a alfinetar o colega.

— Quando Max fala de Queimados, parece que é outro mundo — disparou.

O candidato do PSD também confrontou uma proposta de Lemos, sobre criar um batalhão de polícia no município e entregar ao estado:

— Max, (Nova Iguaçu) não pode mais depender do estado. Esquece isso. Teremos guarda armada, Guarda Municipal no colégio. Vamos suprir a ausência do estado.

A deputada federal Rosângela Gomes citou o presidente Bolsonaro em diferentes momentos da sua fala:

— Conseguimos com o presidente mais de R$ 45 milhões para pagar a dívida do Hospital da Posse. Tenho falado com o presidente Bolsonaro da importância de trazer metrô da Pavuna até Nova Iguaçu.

O trunfo do vereador Marcelo Lajes foi dialogar com as bases. Sobre transporte, fez questão de mencionar seu passado no ramo alternativo:

— Fui dono de transporte pirata. Vamos licitar novas linhas, cuidar do mototaxista e fazer o aplicativo municipal para o mototaxista.

Ao falar de Segurança, Dr. Letinho, sem falsa modéstia, foi eleito por ele próprio o mais bem preparado para tratar do assunto na cidade.

— Melhor para falar de segurança é meu vice, Coronel (Roberto) Penteado, que foi secretário de Segurança Pública. Não querendo menosprezar valores dos demais candidatos, na segurança, seremos o melhor — disse o candidato, afirmando que participou da lei municipal que cria a guarda na cidade.

O petista Berriel defendeu o transporte alternativo, inclusive com a legalização das kombis:

— Defendemos o bilhete único municipal e as kombis como transporte complementar. O validador é uma defesa nossa.

Na Saúde, o investimento na maternidade foi uma das propostas defendidas pela Professora Leci:

— Vamos aumentar o número de leitos na maternidade, implementar o parto humanizado e fazer concurso para doulas.

Já o hospital Robson Paz defendeu a parceria para criar um hospital para toda a Baixada:

— Hospital da Posse não atende apenas a população iguaçuana. Nossa proposta é fazer um consórcio com demais prefeitos e, juntos, (fazer) parceria para construção de um hospital onde toda a Baixada poderá usufruir.