Em debate contra congelamento de preço de remédio, indústria farmacêutica faz comparação com arma

JOANA CUNHA
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em campanha contra o projeto de lei do senador Lasier Martins (Podemos-RS) que tenta suspender o reajuste anual dos remédios, o representante da indústria Nelson Mussolini, presidente do Sindusfarma, diversificou a argumentação. Além de repetir que o setor vem sofrendo com a alta do dólar, dos preços dos insumos e dos gastos com logística, agora ele resolveu fazer uma analogia com o setor armamentista. Enquanto a indústria bélica vem recebendo incentivo e tira vidas, a farmacêutica salva vidas, afirma Mussolini, chamando a produção dos remédios de arsenal terapêutico e os enfermeiros e médicos de guerreiros da pandemia. Em sessão no Senado sobre o assunto nesta semana, Lasier Martins disse que o reajuste de medicamentos em 2021 vem fora de hora e que o setor farmacêutico precisa retribuir a sociedade pelos resultados que obteve na pandemia.