Em debate morno na Band, candidatos evitam enfrentamento

Grasielle Castro
Participaram do debate 8 candidatos à Presidência: Alvaro Dias, Cabo Daciolo, Geraldo Alckmin, Marina Silva, Jair Bolsonaro, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles e Ciro Gomes.

Quem esperava um embate entre os ânimos acirrados de Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL) no debate da Band, o primeiro presidencial de 2018, acabou levando a sinceridade de Cabo Daciolo (Patriota). Pouco conhecido do eleitorado, o candidato do Patriota foi o único que destoou do tom sereno dos demais candidatos, até mesmo de Guilherme Boulos (PSol). O socialista abriu o debate questionando a ausência do candidato do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril.

Sem se exaltar, alguns candidatos chegaram até a fazer dobradinhas. Jair Bolsonaro, por exemplo, elogiou o trabalho de Alvaro Dias, do Podemos, por querer "abrir a caixa preta do BNDES". Na réplica, Bolsonaro criticou a política de incentivos que vinha sendo adotada pelo banco.

Marina Silva (Rede) também levantou a bola para Ciro cortar, ao perguntar para ele sobre a transposição do rio São Francisco, quando ele era ministro da Integração Nacional e ela do Meio Ambiente. Aos jornalistas, Marina alfinetou os demais candidatos. "A mesma fórmula que foi com Dilma está sendo reeditada pelo PSDB. É preciso que a população entenda que aqueles que criaram os problemas não vão resolver os problemas. A gente está no fundo do poço e pode ir para o poço sem fim."

As explicações ficaram por conta principalmente de Geraldo Alckmin, do PSDB. A união com 9 partidos do centrão, incluindo o PP (com maior percentual de investigados na Lava Jato), da candidata à vice Ana Amélia, foi alvo de questionamentos. Embora o tucano tenha afirmado que os partidos têm pessoas ótimas, Marina disparou: "As vezes em nome de uma pessoa que é boa, pega o condomínio inteiro. (...) Só que não é um governar com base em programa, mas no exercício puro e simples do poder". Por sua vez, Alckmin lembrou que Marina era do PT e do PV.

Henrique Meirelles (MDB) também teve que que explicar sobre ser "banqueiro" e herdeiro do governo do presidente Michel Temer (MDB). O...

Continue a ler no HuffPost