Em debate sobre drogas, Letícia Colin defende legalização da maconha e lembra Fábio Assunção em série: 'Dimensão mítica'

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A atriz Letícia Colin participou na última quinta-feira de um debate sobre dependência química promovido pela GloboNews. Além dela, estavam na conversa o ex-jogador de futebol e comentarista esportivo Walter Casagrande e o médico Arthur Guerra. O encontro foi mediado pela jornalista e apresentadora Aline Midlej.

A atriz, que interpretou uma médica dependente química na série "Onde está meu coração", discordou do médico no ponto em que tratavam da liberação da maconha e seus efeitos sociais.

"Vou plantar uma semente um pouco menos conservadora sobre a liberação da cannabis. Acho que a descriminalização iria ajudar e muito a reduzir o número de mortes e de jovens no tráfico. Além de potencializar os tratamentos pela maconha. Mas respeito muito a sua opinião e estamos aqui para conversar. Isso é um espaço", apontou ela.

Falando sobre a trama de sua personagem, ela ainda lembrou da atuação de Fábio Assunção, que é dependente químico, como o seu pai na série. E como isso foi emocionante para os envolvidos no trabalho.

"O pai dela é uma grande médico que é divinamente atuado pelo Fábio Assunção. Isso ganham uma dimensão mítica realmente para a nossa série" recordou Letícia.

A atriz contou que trata transtornos de humor, como depressão e ansiedade, e usa medicamentos para isso. Contou ainda que sente identificação com os dependentes químicos e destacou que a questão das drogas precisa ser tratada com menos moralismo.

"Essa questão da droga muitas vezes a gente olha por uma ótima muito moralista e irônica, muito preconceituosa. E na verdade cada um encontra uma maneira de lidar com a sua tristeza, a sua compulsão, sua dificuldade de viver esta superação. Viver é muito difícil. Para quem tem a dependência química, no corpo, na história e no marco traumático é muito mais. Sou extremamente solidária. Quando estive na cracolândia conversando com usuários, me senti de igual para igual. E isso é uma quebra de paradigma muito importante. Droga é uma questão de saúde e não uma questão de polícia", ressaltou ela no projeto da emissora, intitulado #ConverseComOutrasIdeias.

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